Depois de um mau desempenho, Sá Pinto diz que o Vasco teve ganhos em Goiânia: “Ganhamos um ponto, não perdemos dois” | Basco

Neste domingo, após empate em 1 a 1 com o Goiás, o Vasco chega a oito jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro. O técnico português Ricardo Sá Pinto admitiu que a equipe não estava bem, principalmente na fase final, e disse que o resultado foi em benefício do Vasco.

– No primeiro tempo, apesar de não jogarmos como o esperado em termos de velocidade, movimento de bola e mobilidade para poder entrar nas áreas de gol, estivemos equilibrados no jogo e na forma de controlar o jogo. Mas já demos ares e notamos que não estávamos bem em relação aos outros jogos, essa é a minha opinião.

Sá Pinto tem uma leitura muito clara para quem presenciou o jogo: o Vasco voltou muito menos fisicamente do intervalo, e o empate partiu justamente dessa fraqueza da equipe.

– Fisicamente, a equipe, e tenho que aceitar isso como uma autocrítica, não estava preparada para jogar com esses jogadores por 90 minutos. Parecia que sim, mas ficou claro na segunda parte. O Goiás descansou uma semana, tem uma boa equipe e bons jogadores para não ficar na situação em que se encontra. Eles jogaram suas vidas, foi uma final para eles. Têm um jogo direto para o Fernandão ou o Rafael Moura, que têm bem, são jogadores experientes. E na frente de nossas trocas, que não são tão fortes. São três jogadores com mobilidade e o Keko, que é muito bom, com habilidade e mobilidade para fazer o último passe.

– Esse jogo direto e a segunda bola nos deram muitas dificuldades, principalmente no segundo tempo. Na segunda parte não jogámos bem, o adversário foi melhor. Terminamos com sorte no segundo tempo. Acho que hoje não perdemos dois pontos, mas ganhamos um. Com toda humildade e honestidade. Com aquela mitigação de que estávamos cansados. Quando um começa a falhar, o outro começa a falhar, há erros individuais que levam a desequilíbrios defensivos e baixa qualidade ofensiva. Quando você não pode vencer, não queremos perder. Saímos da zona de rebaixamento, que era o que queríamos hoje.

Ricardo Sá Pinto admitiu que o rival foi melhor Goiás x Vasco – Foto: Playback

Pensou em substituir antes do gol de Goiás

– Tentei esfriar. Antes mesmo de sofrermos o gol, já tínhamos três jogadores prontos para entrar. Quando estão prestes a entrar, sofremos o golo. Por alguns segundos, provavelmente teríamos essa capacidade.

O que Sá Pinto gostou e não gostou contra o Goiás

– Na primeira parte, a equipe tentou fazer as coisas, mas ficou claro que estava cansada. Estávamos emocionalmente preparados e confiantes porque vencemos depois de nove jogos, mas sabíamos que teríamos um teste físico difícil porque o Goiás veio jogar de tudo. O Inter venceu e perdeu para o Flamengo na final. Eles têm bons jogadores.

– O que nos complicou hoje é que a equipe não está fisicamente no nível que gostaríamos. Ofensivamente criamos algumas situações na primeira parte de que gostei, estivemos bem na organização ofensiva por vezes. Depois, na derrota e na vitória, houve alguma precipitação na posse de bola para que pudéssemos construir melhor os ataques.

– Quando a equipe não vai bem depois de perder a bola e começa a errar uma e outra, não se reencontram. O frescor físico do Goiás e sua alma não nos permitiram estar melhor no segundo tempo. Na primeira parte, percebo que fomos bons em ganhar a primeira e a segunda bolas, mas não éramos habituais. Acho que não jogamos bem, acho que o adversário foi melhor, principalmente no segundo tempo. Isso serve como lição e alerta para administrar o que temos que fazer na quarta-feira e no futuro.

O Benítez joga sempre contra o Caracas?

– O Benítez vem de uma lesão que ainda não está 100%, temos que integrá-lo progressivamente à competição. Já tive alguns minutos hoje, não sei se será 100% para quarta-feira. Ao iniciar ou entrar no curso do jogo, pelo menos você poderá ajudar em algum lugar. Por 90 minutos, acho que você ainda não está pronto. No entanto, é bom tê-lo de volta e ter uma solução.

Preocupação em recuperar o Vasco para a “final” contra o Caracas

– Nosso maior rival é recuperar bem a equipe para esta final que teremos em quarto lugar. Esta equipa tem sofrido grande desgaste psicológico, proveniente de dois empates e sete derrotas. Não é fácil conviver com derrotas em um clube com a grandeza do Vasco. Eles sofreram muito, viveram muito esse momento. Agora estamos começando a ver a luz, a ver o sol, a nascer. Mas com essa sequência de jogos a cada três dias, viajar não é fácil. Às vezes não é fácil entender tudo o que traz um novo treinador que chegou há duas semanas.

– Vamos entender quem são os melhores para quarta-feira, fundamentalmente vamos tentar recuperá-los fisicamente, pois os vejo fortes e prontos para passar à próxima fase. Vai ser um jogo muito difícil, eles têm bons jogadores e em casa são diferentes. Teremos que nos preparar muito bem porque será uma partida com grandes exigências físicas e mentais.

Avaliação do grupo nos primeiros dias de trabalho

– Eles têm sido um bom grupo quando se trata de ouvir, querer fazer e trabalhar. Fique focado, unido e com forte desejo de fazer coisas boas. Desta parte, estou muito satisfeito não só pelos jogadores que jogam, mas também por aqueles que não jogam. Hoje vimos jogadores que não jogam muito comprometidos. O grupo é muito bom e todos os colaboradores e funcionários nos ajudaram muito.

* Mais informações por vez

You May Also Like

About the Author: Ivete Machado Castilho

"Introvertido. Leitor. Pensador. Entusiasta do álcool. Nerd de cerveja que gosta de hipster. Organizador."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *