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Folhapress

O podcast ‘Pirimbim’ leva as crianças em uma viagem à natureza sem sair de casa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ei, você ficou nove meses preso em casa para se proteger do coronavírus, já imaginou como seria bom fugir agora para uma fazenda fora da cidade, no meio da natureza? Talvez seu irmão de videogame pense que é ruim ficar longe dos jogos. Você pode pensar que se não tiver wi-fi no celular, isso será um problema. Mas mesmo que se sinta assim, sem saber se vai ser bom ou não, você não estará sozinho nesta dúvida. Os personagens do podcast “Pirimbim”, por exemplo, não sabiam no início da história se a viagem seria “daora” ou muito chata – e acabou sendo incrível. A aventura de “Pirimbim” estreia nesta terça-feira (15), em aplicativo Orelo, no site oficial do projeto (www.pirimbim.com) e no canal Flow de Historinhas no Youtube. Os 12 episódios, de dez minutos cada, estarão disponíveis de uma só vez, para quem quiser maratona de podcast. Mas, afinal, o que é um podcast? É um mix de rádio e audiolivro, que ouvimos sempre que queremos, no celular ou tablet. É como se fosse um programa que você escolhe quando vai acontecer. E isso, por não ter figuras, deve ser imaginado. “Pirimbim” conta a história da família Valente, que vai de férias para a fazenda da família Campos. A mãe Marcela e os filhos Zizi e Felipe (aquele que odeia ficar longe do videogame) conhecem Leda, mãe de Aninha e casada com Heitor, um menino que nasceu no campo e entende tudo de sustentabilidade. Com a ajuda de um livro mágico, que só fala em ritmo de cordas, as crianças aprenderão tudo sobre lendas, ciência, natureza, tecnologia e cultura. Os jogos acontecem em meio a canções do compositor e roteirista Fernando Salem, dos programas “Cocoricó” e “Castelo Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura. “Em ‘Cocoricó’ levei Julio, Zazá e Lilica para uma temporada inteira na cidade. Imagine o que é uma galinha em um elevador. Foi uma coisa muito ousada. No ‘Pirimbim’ é bem o contrário, a desconstrução maravilhosa da criança urbana é o medo de que o campo não seja só montanha ”, explica Fernando. Para ele, apresentar uma história como essa em formato de podcast é uma oportunidade para os adultos estimularem as crianças na capacidade de construir imagens, ou seja, de ouvir algo e desenhar automaticamente na cabeça. “A relação entre crianças e telas não vai retroceder. Mas você pode usar a tela do seu celular ou tablet e fazer coisas atraentes para eles, como contar uma história contada com sons, é ótimo. E ‘Cocoricó’ é amigo de ‘Pirimbim’, que é um oposto complementar em uma linguagem mais atual ”. E por falar em “Cocoricó”, Júlio, o protagonista mais querido da Cocoricólândia, já conhece a estreia do podcast, e vai até anunciá-lo em seu canal no Youtube. “Ele vai dar um depoimento sobre esta cidade vizinha. Ele vai dizer que está morrendo de saudade e que tem que ir ”, diz Fernando. “Acho que, com um podcast, a criança fica mais integrada, fortalecida, porque ouve algo que é abstrato e, pelo tipo de perguntas que os personagens fazem, também entra nesse mundo da imaginação. Reparem no segundo episódio imaginar é bom. ” , acredita o artista multimídia Tadeu Jungle, gerente de projetos. Junto com ele e Fernando Salem está também o cineasta Marcos Nisti. Os três criaram o “Pirimbim” com patrocínio do Instituto Alana, e contaram com a assessoria de especialistas nas áreas de pedagogia e inclusão social para desenvolver da melhor forma os membros da história. Zizi, por exemplo, a menina que vem da cidade grande para visitar Pirimbim, é uma menina com síndrome de Down. E Leda, a dona da fazenda, nasceu em Angola, veio para o Brasil muito jovem e vai falar de ancestralidade com toda a sua sabedoria. “Foi um grande aprendizado para nós”, resume Tadeu Jungle. “Acho que saber contar histórias é uma das coisas mais importantes que existem em toda comunicação. A contação de histórias deve ser ensinada no Fundamento 1, pois é algo que muda a sua relação com o mundo ”.

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About the Author: Gabriela Cerqueira

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