Distúrbios gastrointestinais funcionais comuns em lactentes no Brasil

Novas pesquisas mostram que os distúrbios gastrointestinais funcionais (FGIDs) eram muito comuns entre os lactentes no Brasil.

Uma equipe, liderada por Mauro Batista de Morais, MD, PhD, Divisão de Gastroenterologia Pediátrica, Departamento de Pediatria, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, avaliou a prevalência dos distúrbios gastrointestinais funcionais mais frequentes em lactentes brasileiros atendidos em hospitais privados. clínicas pediátricas e sua relação com parto cesáreo, amamentação e história de prematuridade.

O estudo

No estudo transversal, os pesquisadores examinaram 5.080 crianças menores de 12 meses com consultas de rotina em clínicas pediátricas privadas no Brasil.

Cada mãe do bebê respondeu a perguntas sobre o tipo de parto, tipo de alimentação (leite materno, fórmula infantil, leite de vaca, alimentação mista), histórico de prematuridade e sintomas gastrointestinais, e os pesquisadores usaram os critérios de Roma IV para diagnosticar DGIF em bebês pacientes.

associações

Os resultados mostram regurgitação infantil em 10,7% (n = 487), cólica infantil em 6,1% (n = 131), disfasia infantil em 4,0% (n = 157), constipação funcional em 7,6% (n = 341) e diarreia funcional foi encontrado em 0,09% (n = 2) dos participantes.

A prematuridade também foi associada à regurgitação infantil (OR, 1,41; IC 95%, 1,05-1,90), cólica infantil (OR, 1,97; IC 95%, 1,19-3,24), disfasia infantil (OR, 1,64, IC 95%, 1,02- 2,64) e constipação funcional (OR, 1,44; IC 95%, 1,02-2,02) (todos P <0,05).

A prematuridade também foi associada a 2 ou mais DGIFs entre 21 e 150 dias de idade (OR, 3,06; IC 95%, 1,74-5,37) (P <0,001).

“FGIDs são comuns em bebês atendidos em consultório pediátrico privado no Brasil”, escreveram os autores. “A história de prematuridade foi associada a regurgitação infantil, cólica infantil, disfasia funcional e constipação funcional”.

A relação com os antibióticos

No início deste ano, os pesquisadores descobriram que o uso de antibióticos na primeira semana de vida leva a um risco de desenvolver dor abdominal 4 a 6 anos depois.

O uso de antibióticos pode levar ao desenvolvimento de vários distúrbios gastrointestinais funcionais.

Na coorte observacional prospectiva, os pesquisadores examinaram 436 bebês nascidos a termo até 4-6 anos de idade. Deste grupo, 151 receberam antibióticos de amplo espectro e 285 eram controles saudáveis.

A presença de dor abdominal funcional foi significativamente maior na coorte antibiótica do que no grupo controle (4% vs. 0,4%, respectivamente; P = 0,045) e crianças com alergia alimentar preencheram os critérios para síndrome do intestino irritável (SII) e enxaqueca abdominal com uma frequência significativamente maior (26% vs. 9%; P = 0,002 e 7% vs 1%; P = 0,043 respectivamente) em comparação com pacientes pediátricos sem alergias.

No entanto, não houve diferenças nos distúrbios gastrointestinais funcionais na idade de 4 a 6 anos entre os participantes com e sem histórico de cólica infantil, mas diferenças significativas nos marcadores imunológicos associados ao intestino foram encontradas entre pacientes pediátricos com e sem histórico de cólica infantil. sem distúrbios gastrointestinais funcionais.

O estudo, “Prevalência de distúrbios gastrointestinais funcionais em lactentes brasileiros atendidos em clínicas pediátricas privadas e seus fatores associados”, foi publicado online no Revista de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição.

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