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Chegou a era das grandes tecnologias, inteligência artificial e inovação e, assim como a popularização da Internet, aqueles que não se adaptarem serão deixados para trás. Isso vale para pessoas, empresas e países. Alguns trabalhos e empreendimentos já têm tempo para terminar? Longe da nostalgia das antigas profissões ou métodos, a tecnologia precisa de manutenção constante para continuar a existir e, a longo prazo, para ter sucesso.

No quinto episódio do podcast “Deu inclinação“, colunista do canal de ciência e tecnologia do UOL Ricardo Cavallini, o Cava, entrevista o engenheiro eletrônico e ciência da computação PHD Silvio Meira, que por 12 anos foi cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR) e é o fundador e presidente do Porto Digital de Recife, um dos principais parques e ambientes de inovação tecnológica no Brasil

Meira foi direto ao apontar uma relação entre criação de empregos e tecnologia. Ele enfatizou que estamos enfrentando um problema profundo, cultural e filosófico e que, sem amplo debate, será difícil pelo menos saber quais problemas estamos realmente enfrentando. (ouvir desde 06:17)

“O novo trabalho gerado pelo processo de transformação digital e a indústria 4.0, 5.0, 6.0 são o trabalho que existia antes? Estamos treinando pessoas para trabalhos que não existem mais? Para trabalhos que não existem mais “que estamos lhes dando falsa segurança? Pior ainda, estamos incentivando toda uma geração a empreender coisas que não têm futuro?”, provocou o engenheiro eletrônico.

Quando se tratava de investimento e dinheiro no Brasil, Cava perguntou a Silvio o que o país poderia fazer com pouco dinheiro no campo da tecnologia, observando que a diferença entre barbárie e civilização é manutenção. (a partir das 22:04)

“Ou usamos parte do pouco dinheiro que temos para manter o que já criamos ou descartamos permanentemente o que já criamos e teremos que fazê-lo novamente. Portanto, a primeira coisa que devemos fazer é manter o que existe”, disse Meira.

Meira também enfatizou a importância das políticas públicas que tornaram o parque tecnológico Porto Digital existente e lembrou como projetos desse tipo só podem ser pensados ​​a longo prazo (das 37:14)

“Quando essa política pública chamada Porto Digital começou lá em 2000, você contava com as pessoas que esperavam que funcionasse […] Demorou 20 anos para demonstrar que é possível. Mas isso não significa que ainda funcionou, o tempo de maturação de um parque tecnológico ou de um ecossistema de inovação, como é mais apropriado chamar Porto Digital, é de 20 a 40 anos.[…] Não há resultados a curto prazo. Quando, aparentemente, eles estão no curto prazo, é porque uma imensa quantidade de trabalho foi realizada no longo prazo “, alertou Silvio.

Silvio Meira tem as ordens nacionais de Mérito Científico [1999]por Rio Branco [2001] e a Medalha do Conhecimento Mdic [2008]. Ele é o autor do livro ‘Novas empresas inovadoras para o crescimento dos negócios no Brasil’, da Casa da Palavra.

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Projetos citados

Enquadramento legal da ciência, tecnologia e informação.

Estratégia brasileira de transformação digital

Plano nacional de IoT

Consulta pública para a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial

O governo lançou 9 laboratórios de IA

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)

Estrutura legal para startups

Estratégia nacional de inteligência artificial.

E-Cyber ​​(Estratégia Nacional de Cibersegurança)

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About the Author: Adriana Costa

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