Economia: como anda o quadro empregatício e trabalhista no país?

Uma das sinas do Brasil é e sempre foi o desemprego, que atinge grande parte da população, se formos comparar essa taxa com a taxa de desempregados em um país desenvolvido.

Para se ter uma noção, o final de 2021 marcou o país de uma maneira extremamente negativa. Os números de desempregados no país chegaram a bater quase 10% da população nacional.

Em termos absolutos, essa porcentagem equivale a mais de 10 milhões de brasileiros sem registro empregatício, atualmente, e sem qualquer outra fonte de renda.

Este número assustador é causado por uma interação complexa de diversos fatores, no entanto, vários especialistas concordam que a pandemia trouxe efeitos mais drásticos para uma situação que já não era das melhores.

Ou seja, a crise do desemprego no país já se arrasta de anos para os dias de hoje. Contudo, após a chegada da pandemia esta crise foi intensificada em diversos setores, principalmente devido às restrições e recomendações sanitárias.

O fechamento do comércio, o comprometimento do turismo, a adesão do modelo EAD para as aulas e o home office foram responsáveis diretos pelo aumento na taxa de desempregados.

Além disso, de acordo com artigo publicado na plataforma G1, as mulheres são as mais atingidas neste quadro, sendo que o número de desempregados é:

  • 6.5 milhões → Mulheres
  • 5.4 milhões → Homens

Novamente, este quadro se intensifica nas classes sociais mais vulneráveis, onde os impactos da pandemia foram ainda mais drásticos.

Crise para os profissionais super-qualificados

Um fenômeno que acompanha a crise empregatícia e econômica do país, apesar da iminente recuperação do quadro econômico, é a chamada fuga de cérebros.

Os profissionais super-qualificados no país, ou seja aqueles que dedicaram a maior parte da vida aos estudos e às especializações, enfrentam severas dificuldades para encontrar emprego.

De modo que muitos sabem exatamente como fazer um relato de experiências, porém, com a alta qualificação deste profissional, um salário mais alto que a média deve ser garantido a este profissional, independente da sua área de atuação.

A qualificação e capacitação de um profissional estão diretamente relacionadas com os ganhos que este trabalhador terá, sobretudo a longo prazo, devido principalmente a sua capacidade de resolução de diferentes problemas.

Isso torna a contratação destes trabalhadores um movimento arriscado para diversas empresas, sobretudo as pequenas e médias, que possuem dificuldades para arcar com um salário tão alto a longo prazo.

O resultado disso é a chamada fuga de cérebros, onde pesquisadores, cientistas e profissionais com doutorado e pós-doutorado saem do país em busca de melhores condições no exterior.

A grande consequência por trás deste fenômeno é que toda metodologia e projetos, como por exemplo o TCC e o doutorado destes pesquisadores,  pode ser utilizada por empresas de outros países, dispostas a pagar pelo serviço de profissionais super-qualificados.

Em um momento de crise econômica exacerbada e efeitos diretos na estrutura trabalhista do país, poucas empresas e grupos estão dispostos a pagar salários exorbitantes a seus funcionários, independentemente do grau de qualificação.

Impactos e consequências práticas deste fenômeno

A falta de reconhecimento de profissionais super-qualificados no país têm drásticas consequências, não só no quadro econômico do país, mas principalmente nos universos acadêmico, científico e tecnológico.

Um exemplo de relato de experiência com esta realidade pode ser visto no depoimento de Greice Westphal para a revista O Globo. Greice é pesquisadora e desenvolve um modelo multiprofissional de tratamento para a obesidade.

A ideia é que este modelo possa ser usado pelo SUS. Contudo, a falta de incentivo e estímulos por parte do governo nacional faz com que Greice desenvolva sua pesquisa no Canadá, para se tornar uma futura pesquisadora em Ottawa.

Logo, a pergunta que não quer calar é a seguinte: qual o incentivo para alguém que passou mais de dez anos estudando normas da ABNT descrever sua experiência profissional e trazer seus relatos de caso para órgãos e empresas que não estão dispostas a pagar?

Muitos pesquisadores e profissionais com doutorado e pós-doutorado, como Greice, se perguntam justamente isso, de modo que muitos partem em busca de mais reconhecimento por seu esforço e trabalho.

O que 2022 reserva para o quadro empregatício do país?

Ao longo da reportagem vimos alguns dados negativos que remetem à atual situação econômica do país e suas consequências, como a fuga de cérebros e a avassaladora taxa de desemprego no país.

Segundo reportagem publicada na plataforma do Governo Federal, pesquisa do Pnad aponta que a taxa de desemprego no país teve um recuo de 1.5 pontos percentuais no início deste ano.

Além disso, outros fatores como a queda no valor do dólar, que hoje atinge 5,06 reais, estimulam a economia do país e investidores, colocando novamente o país em um lugar de destaque.

Para medir a temperatura do quadro econômico e empregatício do país de maneira fria e analítica, é necessário que se compartilhe apenas experiências relevantes neste aspecto, como relatos e dados presentes em plataformas confiáveis.

Por fim, o término iminente da pandemia pode representar uma certa estabilidade para a economia do país, juntamente com as eleições ao final do ano, que serão de extrema importância para definir este quadro para os próximos anos.

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