Eduardo Paes é objeto de busca e apreensão e passa a ser réu na Justiça Eleitoral

RIO – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) executou mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na manhã desta terça-feira. O despacho foi expedido pelo desembargador Flávio Itabaiana Nicolau, que acatou a denúncia contra Paes e outros quatro investigados pelo Grupo de Ação Especializada de Combate à Corrupção (Gaecc) na Zona Eleitoral 204. Eles são suspeitos de crimes de corrupção, deturpação e lavagem de dinheiro. Agentes do MP-RJ estiveram na casa de Paes e, por volta das 7h30, saíram com documentos. A ação aconteceu pouco mais de dois meses antes do primeiro turno das eleições municipais, previsto para 15 de novembro. Pães sua candidatura foi oficializada na semana passada à Câmara Municipal do Rio pelo Partido Democrata.

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Em nota, o assessor de Paes disse que o ex-prefeito está “indignado” por ter sido objeto de uma ação de busca e apreensão “em um tentativa clara de interferir no processo eleitoral – Da mesma forma que aconteceu em 2018 nas eleições para o governo do estado ”e que“ a defesa nem teve acesso aos termos da denúncia ”para se pronunciar. Mesmo réu no processo, Paes pode disputar a eleição agora que ainda não foi tentado.

A denúncia do MP-RJ alega que Paes recebeu cerca de R $ 10,8 milhões da Odebrecht para financiar em dinheiro sua campanha de reeleição em 2012 2. Além do ex-prefeito, o deputado federal Pedro Paulo e empresários foram denunciados. Benedicto Barbosa da Silva Junior, Leandro Andrade Azevedo, o marqueteiro Renato Pereira e Eduardo Bandeira Villela vinculados à agência de publicidade Prole.

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Para os promotores, o deputado Pedro Paulo, que na época era o coordenador da campanha, “ficou encarregado de administrar o recebimento do benefício indevido, especificando como seria utilizado e indicando os responsáveis ​​por sua cobrança”.

“Uso político de instrumentos de justiça para interferir na eleição. Não vão nos intimidar. Quando eu tiver acesso ao conteúdo da denúncia, vou me defender no processo”, diz nota do deputado federal Pedro Paulo.

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O deputado afirma que, para além das denúncias, a prática dos crimes é confirmada por “um grande volume de provas obtidas de fontes independentes”, como guias de transporte de dinheiro e depoimentos de cinco funcionários da transportadora de dinheiro Trans-Expert que teriam confirmado as entregas em dinheiro entregues pela Odebrecht à agência de publicidade Prole, responsável pela campanha do Paes em 2012.

A denúncia é o colapso de uma investigação iniciada em abril de 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar os crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e evasão cambial, supostamente praticados nas campanhas eleitorais de 2010, 2012 e 2014 ., de Paes e Pedro Paulo, com base nas deliberações dos executivos da Odebrecht. Em 13 de março de 2019, quando foi julgado recurso, ficou decidido que apenas os fatos relatados sobre a campanha de 2014 permaneceriam em julgamento. Assim, os demais eventos reportados e relacionados a 2010 e 2012 foram diminuídos pela primeira vez no Rio de Janeiro.

No entanto, a cópia integral dos registros levou quase um ano para chegar ao Tribunal Regional Eleitoral. Os documentos só chegaram ao Rio em fevereiro deste ano e o processo só foi distribuído para a Zona Eleitoral 204 no dia 7 de maio deste ano. Portanto, a atuação do MP-RJ ocorreu apenas nos últimos quatro meses. Na denúncia, os promotores do MP-RJ afirmam que há quase três anos nenhuma providência havia sido tomada no caso.

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