Empresas de alimentos e supermercados exortam fornecedores de commodities a rejeitar soja de áreas desmatadas no Brasil – MercoPress

Empresas de alimentos e supermercados exortam fornecedores de commodities a rejeitar soja de áreas desmatadas no Brasil

Quarta-feira, 16 de dezembro de 2020 – 09:08 UTC


Nestlé, Unilever, McDonald’s, Walmart Inc., Tesco Plc e outras empresas de bens de consumo exigiram em uma carta que os comerciantes se recusassem a comercializar soja de regiões desmatadas.

Algumas das maiores empresas de alimentos e supermercados do mundo pediram a fornecedores de commodities, incluindo Archer-Daniels-Midland Co, Bunge Ltd, Cargill Inc e Louis Dreyfus Co. e um dos maiores sumidouros de carbono do mundo País.

Nestlé, Unilever, McDonald’s, Walmart Inc., Tesco Plc e outras empresas de bens de consumo exigiram em uma carta que os comerciantes se recusassem a comercializar soja de regiões desmatadas do Cerrado a partir do próximo ano.

“Adquirimos grande parte da nossa soja na região do Cerrado, por isso é vital que desempenhemos um papel de liderança na proteção desta região biodiversa para as gerações futuras”, disse Anna Turrell, diretora ambiental da Tesco, em um lançado terça-feira.

“Pedimos aos comerciantes que aumentem seus próprios compromissos e implementem sistemas robustos de monitoramento, verificação e relatório na região e estabeleçam um prazo de desmatamento e conversão livre para 2020 para a soja do Cerrado”.

A carta foi enviada por mais de 160 signatários da Declaração de Apoio ao Manifesto Fechado do Fórum de Bens de Consumo. Outros destinatários foram Cofco International e Viterra, uma Glencore Pls. subsidiária. Cinco dos seis comerciantes responderam, embora nenhum tenha concordado com os pedidos descritos, de acordo com a declaração do consumidor.

As empresas representadas pela Abiove, grupo dos processadores brasileiros de soja, rejeitam o prazo abrupto de desmatamento zero no Cerrado proposto, pois poderia prejudicar os agricultores que cumprirem a legislação brasileira, segundo o diretor da Abiove, Andre Nassar.

“Entendemos que a Europa não quer comprar soja de áreas desmatadas, mas temos que dar aos produtores a oportunidade de se adaptarem”, disse Nassar na terça-feira.

A Abiove defende a ideia de oferecer uma compensação financeira aos produtores que concordarem com o desmatamento zero no Cerrado, prática mais avançada do que a exigida pela legislação ambiental brasileira. A regulamentação permite aos produtores limpar entre 65% e 80% da vegetação nativa em áreas privadas.

A Cargill, que não é signatária da declaração de apoio, disse reconhecer “a urgência de se lidar com o desmatamento e a conversão de terras em vegetação nativa no Cerrado”. Mais de 95% de sua safra de 2019 foi livre de desmatamento e tal conversão, de acordo com um comunicado.

“A Cargill não fornecerá soja de agricultores que desmatam ilegalmente ou em áreas protegidas e temos a mesma expectativa de nossos fornecedores”, disse a empresa.

Cerca de 60% da soja do Brasil é cultivada na região do Cerrado, que se tornou um ponto focal do ativismo contra as mudanças climáticas nos últimos anos, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro priorizou a expansão dos interesses econômicos, incluindo a agricultura, na conservação ecológica.

Devido ao desmatamento associado ao cultivo da soja no Brasil, as empresas cada vez mais rejeitam a compra do produto.

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