EUA EUA E a Europa recebe a maioria dos reagentes para testes, diz USP – 4/6/2020

EUA EUA E a Europa recebe a maioria dos reagentes para testes, diz USP - 4/6/2020

A obtenção de reagentes básicos para a realização dos testes de diagnóstico molecular covid-19 é um dos desafios para combater a epidemia no Brasil. “Atualmente, existe uma grande demanda global pela aquisição dos insumos necessários para o teste de PCR em tempo real (proteína C reativa) para a detecção da covid-19. Existem poucos fornecedores, todos do exterior, que priorizam a entrega. de entradas “. para os mercados americano e europeu. A negociação em bloco para compra de suprimentos pelo Ministério da Saúde (SP) deve facilitar as negociações com os fornecedores “, afirma o segundo comunicado da Rede USP para diagnóstico Covid-19 (RUDIC), lançado nesta quinta-feira (2).

O RUDIC é formado por cinco centros da USP destinados a realizar testes de diagnóstico molecular para a covid-19 no Estado: dois na capital, um em Ribeirão Preto, um em Bauru e outro em Pirassununga. O coordenador da rede é o professor Roger Chammas, chefe da Faculdade de Medicina (FMUSP), com o vice-coordenador de Luís Carlos de Souza Ferreira, diretor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.

Segundo a declaração, “os testes moleculares são baseados na detecção, por reação em tempo real da PCR, do material genético do vírus e, consequentemente, permitem a identificação de indivíduos portadores do vírus”. Essa informação é crucial, principalmente no momento, para enfrentar a epidemia, pois permite, segundo a declaração:

1. Identificação de indivíduos infectados sintomáticos. Isso lhes permite receber tratamento adequado e as precauções necessárias para evitar a propagação da infecção, principalmente no ambiente hospitalar;

2. Identificação de indivíduos infectados assintomáticos. Dessa forma, as pessoas que contraíram o vírus, mas que não apresentam sintomas, são identificadas e enviadas para isolamento, impedindo a disseminação da infecção;

3. Monitoramento de infecções em profissionais de saúde de hospitais e unidades de pronto atendimento;

4. Em caso de morte, o exame permite a confirmação da infecção por coronavírus e, com isso, auxilia os familiares nas precauções a serem tomadas para o enterro.

Ainda de acordo com uma declaração da RUDIC, “foram examinadas as condições para a realização de testes moleculares, bem como as demandas dos grupos para atingir a meta proposta de um mínimo de 45.000 testes / mês. Nesse momento, as equipes podem ser reduzidas para realizar Os testes foram realizados devido à falta de suprimentos necessários para a realização dos testes.A capacidade atual de resposta imediata dos grupos é inferior a 5.000 testes.

Foram feitos contatos diretos com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo para obter recursos para a rede e a compra centralizada de suprimentos para a realização dos testes.

Leia a declaração completa: Rede de diagnóstico da Covid-19 USP (RUDIC).

Testes rápidos

Os chamados “testes rápidos” que o Ministério da Saúde está comprando, segundo Luís Carlos Ferreira, são importantes para controlar a disseminação do vírus na população.

Embora de execução rápida, o resultado aparece em apenas alguns minutos, esses testes apenas identificam a presença de anticorpos no sangue do paciente, e não o próprio coronavírus. Ou seja, eles detectam uma resposta imune que o corpo da pessoa já montou após a exposição ao vírus. Essa resposta aparece apenas alguns dias após a infecção (em um período que pode variar de 7 a 10 dias após a infecção, dependendo do paciente e da sensibilidade do teste); o que significa que, para a maioria dos que são positivos, não haverá risco de transmitir o vírus a outras pessoas.

“A resposta imune é uma informação epidemiológica importante, mas não ajuda a combater a epidemia”, explica Ferreira. “A grande maioria das pessoas que testam positivo não terá mais o vírus”.

Para Ferreira, a falta de reagentes para testes moleculares “mostra como o desenvolvimento de um parque tecnológico de base científica é estratégico para qualquer nação”. Os países que realizam pesquisas que resultam em tecnologias incorporadas à empresa, como China e Coréia do Sul, que são auto-suficientes para esses insumos, sofreram muito menos com o gargalo do reagente. “Precisamos de um parque industrial tecnológico que garanta autonomia em diversas áreas; e a área da saúde é uma delas”.

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