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Por Douglas Busvine

MUEHLBACH AM MANHARTSBERG, Áustria (Reuters) – Os países europeus estão procurando uma segunda geração de pessoas que monitoram aplicativos para serem mais eficazes no que eles dizem estar trabalhando para conter novas epidemias.

Os aplicativos mais recentes têm grandes vantagens sobre os anteriores, pois funcionam em iPhones e não dependem de bancos de dados centralizados que podem ajudar a comprometer a privacidade dos usuários que vêem.

Suíça, Letônia e Itália optaram pelo sinal de curto alcance do padrão de comunicação sem fio Bluetooth para seus aplicativos, com base na tecnologia da Apple e do Google e que registra pessoas próximas umas das outras.

Cerca de 30% dos smartphones na Europa usam o sistema operacional iOS da Apple e quase todo o resto usa o Android do Google. Juntos, eles equipam 99% dos smartphones do mundo.

Dezenas de países lançaram ou planejaram aplicativos de monitoramento de pessoas com o argumento de que isso lhes permite rastrear sua localização e fornecer informações mais rápidas sobre a possível exposição ao coronavírus. China, Coréia do Sul e Índia são os países que escolheram as abordagens mais invasivas à privacidade das pessoas.

No entanto, os desenvolvedores do aplicativo Swiss-Covid esperam demonstrar que podem contribuir para a estratégia mais ampla de “testar, rastrear, isolar e colocar em quarentena” da Suíça, sem mesmo saber, de acordo com eles, onde as pessoas tiveram contato.

O aplicativo suíço visa complementar o rastreamento manual de contatos, com uma ligação telefônica de um rastreador e uma notificação do aplicativo, fornecendo dupla confirmação de que uma pessoa está em risco.

“Esperamos que haja uma forte sobreposição”, disse Marcel Salathe, epidemiologista digital do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne.

Ainda existem falhas em potencial, pois o bluetooth não foi originalmente projetado para identificar com precisão as distâncias. E enquanto a adoção em massa pelo público é necessária para que esses aplicativos funcionem, relativamente poucas pessoas mais velhas, que correm maior risco, têm smartphones.

SUPER DIFUSÃO

A primeira geração de aplicativos de vigilância surgiu em março, mas teve pouco impacto e levantou preocupações com a privacidade, pois a Austrália exigia que as pessoas registrassem seu nome e número de telefone, algo que a Apple se recusou a admitir.

Embora o aplicativo australiano tenha sido baixado quase 6 milhões de vezes, relatórios e declarações do governo no mês passado disseram que ajudou a rastrear apenas um caso de covid-19.

O aplicativo alemão Covid-Warn, programado para meados de junho, procura descartar esses riscos à privacidade desde o início.

“Os sintomas não são compartilhados. Não há coleta de dados”, disse Harald Lindlar, da Deutsche Telekom e que trabalha com a SAP no aplicativo.

A Apple e o Google disseram que quando lançaram seu kit de ferramentas para aplicativos bluetooth no mês passado, autoridades de 23 países buscaram acesso a eles.

“As coisas podem mudar rapidamente no caso de uma nova epidemia e é aí que o aplicativo pode fornecer o suporte ideal”, disse Michael Zettel, diretor da consultoria Accenture na Áustria, à Reuters.

“O aplicativo faz muito sentido, por exemplo, em igrejas, clubes e equipes esportivas. Ele pode rapidamente ajudar a conter eventos de transmissão excessiva”, acrescentou Zettel.

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