EXCLUSIVO: Maiores players desistem do processo de venda de distribuidora de energia brasileira da Enel

O logotipo da multinacional italiana de energia Enel é visto na sede em Milão, Itália, em 5 de fevereiro de 2020. REUTERS/Flavio Lo Scalzo

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SÃO PAULO, 12 Jul (Reuters) – Grandes players internacionais desistiram do processo de licitação para uma distribuidora brasileira de eletricidade de propriedade da Enel SpA (ENEI.MI), deixando duas empresas locais competindo pelo ativo, segundo três fontes. com conhecimento do referido assunto.

Equatorial Energia (EQTL3.SA) e Energisa SA (ENGI11.SA) eram as únicas empresas ainda interessadas na Celg-D, que distribui energia para o estado de Goiás no centro-oeste, após analisar os detalhes operacionais da empresa. , as fontes adicionadas. , solicitando anonimato para revelar conversas privadas.

As ofertas expiraram na semana passada. Outras empresas que analisaram a operação e os dados operacionais fornecidos pelo vendedor, como CPFL Energia SA (CPFE3.SA), controlada pela chinesa State Grid Corporation, e EDP Energias do Brasil SA (ENBR3.SA), controlada pela portuguesa A EDP (EDP.LS), decidiu não concorrer.

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Segundo as fontes, a EDP e a CPFL consideraram que não conseguiriam dar a volta à Celg-D conforme necessário. A empresa está entre as distribuidoras mais bem classificadas do país em qualidade de serviço.

Enel, EDP Brasil, Energisa e Equatorial não quiseram comentar. A CPFL disse que está sempre em busca de oportunidades no setor de energia.

A Enel espera obter cerca de 10 bilhões de reais (US$ 1,86 bilhão), incluindo dívida, para a Celg-D. A subsidiária da empresa italiana pagou 2,1 bilhões de reais há seis anos para adquirir a Celg-D da estatal Eletrobras. e o estado de Goiás em leilão de privatização. Mas a Enel teve problemas para resolver os problemas da Celg-D.

A privatização impôs uma melhoria na qualidade operacional até 2022. Caso determinadas metas não sejam cumpridas, a empresa pode perder a licença para operar no ano que vem.

Mesmo depois de anos de pesados ​​gastos de capital, a distribuidora ainda fica abaixo dos níveis regulatórios mínimos em algumas métricas de qualidade, segundo o regulador Aneel.

Um índice da duração da interrupção não atendeu a um padrão regulatório no ano passado. Outra decisão deste ano ameaçaria sua licença de operação em 2023.

Em comunicado à Reuters, a Enel disse que quintuplicou os gastos anuais de capital para cerca de 1 bilhão de reais por ano e que o índice de duração do apagão caiu 40% desde 2017.

A empresa disse que está trabalhando para melhorar o índice e cumprir a meta do regulador até o final do ano. Caso a meta não seja atingida, a Enel pode apresentar um plano para mudar o controle da distribuidora.

A Enel é alvo de políticos há algum tempo. Em 2020, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou duramente a Enel e ameaçou cassar sua licença de operação, reclamando da qualidade do serviço. A Câmara dos Deputados realizou audiências públicas para discutir a venda.

Caiado disse no mês passado que a Enel não foi transparente sobre a venda. “Queremos a Enel fora de Goiás”, tuitou.

Uma das fontes disse que representantes da Equatorial e da Energisa se reuniram com políticos durante os procedimentos de due diligence. Ambas as empresas têm experiência na aquisição e recuperação de empresas de energia com baixo desempenho.

A Equatorial ainda está digerindo sua mais recente aquisição, a empresa de energia eólica e solar Echoenergia, pela qual pagou 7 bilhões de reais em março, financiado em parte por uma oferta de ações.

(US$ 1 = 5,3648 reais)

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Reportagem de Tatiana Bautzer e Leticia Fucuchima em São Paulo Edição de Nick Zieminski

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