Gatilho alimentar expõe distorção entre inflação real e oficial – Notícias

ELE salto recente do preço dos alimentos na cesta básica Assustou o consumidor brasileiro e mostrou que a inflação oficial calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não reflete exatamente o peso dos reajustes no bolso do consumidor.

Usado como índice oficial de inflação para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumula máximo de apenas 0,7% em 2020.

Ao mesmo tempo, necessidades básicas da população nacional, como óleo de soja (+ 18,63%), arroz (+ 19,25%), leite (+ 23%), feijão preto (+28,92) e cebolas. (+ 50,4%) têm aumentos bem superiores aos registrados pelo IPCA.

Para Reinaldo Domingos, presidente da Abefin ​​(Associação Brasileira dos Educadores Financeiros), o maior erro do IPCA é não refletir os reais hábitos dos consumidores brasileiros de “proteger o sistema financeiro” e “esconder a realidade financeira” das famílias.

“Se você olhar o cenário dos combustíveis, eletricidade e alimentos, vimos aumento de 80% ou 100% nos preços só nos últimos cinco anos”, diz ele, que também comanda o Cash Cash Channel.

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Outro teste de distorção entre o índice de preços e a variação de preços que atinge as famílias pode ser verificado por inflação por faixa de renda, calculado pelo Ipea (divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O indicador mostra que enquanto a taxa de inflação das famílias mais pobres aumentou 1,5% no ano, o grupo de maior renda viu os preços recuarem 0,07% no período.

Domingos reforça que, apesar de ser dono do maior peso do IPCA, a variação dos alimentos não é efetivamente expressa pelo índice. “Eles não refletem uma verdade. Eles tiram uma balança e jogam tudo na sacola, porque há muita pressão na desvalorização da moeda ”, explica o financista.

Inflação pessoal

Para evitar as distorções previstas e saber o quanto o aumento de preços realmente pesa no orçamento, Domingos sugere mudanças de hábitos e até calcula a inflação pessoal no final de cada ano.

“Mude de produto e marca e fuja para regiões mais baratas para ajustar melhor seu custo de vida em relação ao que você ganha, porque a cada ano você perde entre 10% e 20% do poder aquisitivo”, analisa.

Outra recomendação do financiador pode ser consultar o sistema de fatura existente em alguns estados brasileiros para saber a evolução das despesas. “É possível fazer um levantamento de qual era sua inflação real simplesmente consultando as antigas notas do supermercado”, diz.

Domingos também lembra que esses aumentos de preços acima do ilustrado pela inflação oficial refletem a alta inadimplência e a criação da nota de R $ 200. “O dinheiro do brasileiro paga cada vez menos do que antes. “, A hortelã.

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