Gen-t da América Latina está trabalhando para enriquecer a biotecnologia com dados genômicos brasileiros • TechCrunch

Melhorar a diversidade de dados genômicos globais pode acelerar os avanços médicos, e esse é o objetivo da Cavalheirouma startup brasileira que trabalha para infundir biotecnologia com dados genéticos da população do país.

Para Lygia da Veiga Pereira, fundadora da empresa, ela disse que mais do que construir uma empresa, trata-se do avanço da ciência e da tecnologia médica.

“O campo continua dizendo que precisamos de diversidade, mas a maior parte da diversidade no mundo está em países com [the] sistemas de saúde menos desenvolvidos”, disse Pereira em entrevista ao TechCrunch. “A falta de diversidade virou uma espécie de mantra para o campo, e eu vi uma oportunidade, porque se o Brasil tivesse algo a contribuir, seria com a nossa diversidade.”

Sem diversificar esses dados, Pereira disse que não pode levar a mais avanços médicos.

“Quando você estuda uma população com ascendência não europeia, as chances de fazer novas descobertas de genes associados a diferentes fenótipos aumentam, simplesmente porque é um território desconhecido”, disse ele.

A Gent-t tem uma parceria com a Dr. Consulta, rede de centros médicos de São Paulo e Rio de Janeiro, para recrutar participantes para sua iniciativa. Atualmente, a empresa tem atuação em quatro clínicas em São Paulo e mais de 200 participantes ativos, apesar de ser bastante nova, com seu lançamento preliminar em junho. Os pacientes devem dar seu consentimento informado antes de realizar qualquer teste.

A Gen-t busca ter mais de 200.000 participantes e manter contato com cada um deles por um período de cinco anos, se não mais. A empresa está atualmente buscando participantes com 45 anos de idade ou mais.

Supondo que a empresa atinja sua meta empreendedora de 200.000 participantes, a ideia de tornar os dados genômicos mais inclusivos é ambiciosa. Empresas como 54gene e Nucleus Genomics também estão travando essa batalha difícil.

Além dos esforços privados, a Organização Pan-Americana da Saúde vem realizando pesquisas em saúde e genômica na América Latina. Mas esforços recentes dentro da OPAS, eles se concentraram na pandemia de COVID-19.

A Gen-t conseguiu obter apoio e levantou 10 milhões de reais brasileiros (US$ 2 milhões) em uma rodada de pré-financiamento liderada por Eduardo Mufarej, com participação de Armínio Fraga, Daniel Gold da QVT Financial LP e Roivant Sciences.

Os recursos desta rodada serão usados ​​para desenvolver as equipes técnicas da startup e iniciar pesquisas clínicas.

O caminho para dados genômicos mais diversos pode ser longo, mas Pereira espera que essa iniciativa inspire outros a encontrar maneiras de contribuir.

“Estamos trabalhando na construção de um modelo para que a plataforma também esteja disponível para a academia… porque quanto mais pessoas fizerem pesquisas sobre a genética da nossa população, melhor será para a população e para a ciência em geral”, disse.

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