Genro é preso e confessa ter matado por “insultos” que vinha sofrendo – Capital

O perito atua na cena do crime e no funeral prepara a retirada do corpo (Foto: Henrique Kawaminami)

Apontado como o assassino do sogro, Ricardo Ribeiro Alves da Silva, 33, foi preso na noite desta segunda-feira (31) em Ribas do Rio Pardo, município a 103 quilômetros de Campo Grande. Na delegacia, ele confessou o crime, afirmou que estava sendo ameaçado e que atirou em Renaldo Luiz Torquato, 40, pelos “insultos que vinha sofrendo”.

O crime aconteceu ontem de manhã no Jardim de Los Angeles. Renaldo, conhecido como “Gazeiro”, foi baleado e morto dentro de seu próprio quarto e sua esposa, de 45 anos, também foi ferida pelos tiros. Testemunhas disseram ter visto Ricardo fugir do local do crime em um Fiat Fiorino, dirigido por Dalmir Fellipe Carvalho da Silva, 29.

O batalhão de choque prendeu o atirador e apreendeu a arma (Foto: Batalhão de choque / Divulgação)
O batalhão de choque prendeu o atirador e apreendeu a arma (Foto: Batalhão de choque / Divulgação)

O suposto motorista do carro foi logo encontrado. Dalmir, conhecido na região como “Felipinho”, foi preso em sua casa, no bairro Vespasiano Martins, e levado à delegacia por participação no crime. O Fiorino também foi apreendido e dentro, no porta-luvas, foi encontrada a arma do crime, um revólver calibre 38.

Horas depois, equipes da Delegacia Civil de Ribas do Rio Pardo e da Polícia Militar da cidade receberam a informação de que um homem “estranho” havia chegado à cidade em uma motocicleta Honda Twister preta. Logo descobriram que era Ricardo e que ele estava hospedado com parentes no bairro Santos Dumont.

Ele foi preso na hora e confessou o assassinato. Diante da Polícia Militar e investigadores da delegacia, justificou que atuou em legítima defesa, que recebeu constantes ameaças de Renaldo “desde então hora que puxou uma corrente ”e que matou por causa dos“ insultos que vinha sofrendo ”.

Na delegacia, foi apurado que Ricardo estava foragido do Centro Penal Agroindustrial Gameleira há 10 dias. Conforme determinado pelo Notícias Campo Grande, foi condenado a 5 anos e quatro meses por, com uma faca na mão, virar um ciclista e roubar uma bicicleta na rua Luiz Gustavo Ramos de Arruda, em Los Angeles.

O crime – Ricardo é ex-marido da enteada de Renaldo. O casal já está separado, mas na noite de 30 de agosto, a vítima encomendou seis porções da droga ao ex-genro. Ele comprou o medicamento, mas na entrega exigiu uma sacola de papel como pagamento.

Renaldo se recusou a ceder a parcela, os dois brigaram e Ricardo saiu do local após ameaças de que a situação não seria “assim”. Ontem pela manhã, o agressor chegou à casa da vítima em um Fiorino, saiu e disparou.

A esposa de Renaldo explicou que o suspeito se aproximou da janela do quarto e atirou no marido. Acertaram ela nas pernas e em Renaldo no braço direito, nas costas e na base das costas e também no pescoço. Para a polícia, a mulher revelou que não conseguiu nem ver quem cometeu o crime.

Porém, o barulho dos tiros, de pelo menos quatro, chamou a atenção dos moradores da região que viram Ricardo fugir de casa, entrar no Fiorino e sair em alta velocidade. Todos confirmaram a presença de Ricardo e “Felipinho” como condutores do veículo.

Em depoimento oficial, Dalmir negou ter participado do crime, mas confessou ter “dado uma coroa” a Ricardo uma hora depois do crime e que no caminho confessou ter disparado os tiros que mataram “Gazeiro”.

O destino era na saída de Sidrolândia e, em troca, receberia remédios do amigo, mas o carro estava com defeito e Ricardo acompanhou a fuga a pé da Rua da Split, no Bairro Parati. Com isso, ele “esqueceu” a pistola que usava dentro do carro. Durante a prisão de “Felipinho” sua mãe tentou intervir, xingou e esbofeteou a polícia, pelo que ela foi levada para a delegacia com seu filho e foi acusada de desacato.

Os dois amigos, por sua vez, foram acusados ​​de homicídio qualificado por meio de recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma e tentativa de homicídio contra a esposa de Renaldo. Ela foi admitida na Santa Casa e não corre perigo de morte.

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