Guedes diz que em 2021 Eletrobras e Correios serão privatizados | Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse terça-feira que quatro empresas estatais – Eletrobras, Correios, Porto de Santos e PPSA – devem ser privatizadas até o final de 2021. A afirmação foi feita durante evento promovido pela agência Bloomberg.

Segundo Guedes, o avanço do comércio eletrônico nos faz acreditar que o leilão dos Correos será um sucesso. O ministro, porém, reclamou dos entraves no campo político. “Há uma guerra política; nós cumprimos, e a oposição diz que nós não cumprimos. ”

Ele se arrependeu de ter sido “ingênuo” ao anunciar a venda das quatro empresas antes, após um acordo com a “ala política” do governo, apenas para descobrir que havia um acordo contra as privatizações no Congresso.

Anteriormente, em evento sobre a política de privatizações do governo federal promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), o ministro se disse “bastante frustrado” por estar no governo há dois anos sem poder vender uma estatal.

Ministro da Economia Paulo Guedes – Foto: Edu Andrade / Ascom / ME

O governo precisa reconstruir seu eixo político para realizar as privatizações que vem prometendo desde a campanha, defendeu. “Temos de continuar com o nosso programa”, disse, lembrando que, por “falta de progresso”, o ex-secretário especial Salim Mattar deixou o governo.

“É um desafio para o BNDES e para a Secretaria Especial de Desestatizações, Desinvestimentos e Mercados.” O primeiro passo, segundo ele, é a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

Guedes afirmou ainda que a União tem R $ 2 trilhões em ativos e pode usá-los para reduzir sua dívida de R $ 4 trilhões.

Falando do cenário internacional, o ministro da Economia comentou que as democracias estão em transe com o resultado das eleições nos Estados Unidos.

Em contraponto com a China, ele disse que a democracia é o que vai permitir a transformação da economia brasileira. “O fenômeno chinês é um fenômeno de mercado. É um regime politicamente fechado que desenvolveu uma economia de mercado na China dentro da China estatal. ” No entanto, a China estatal estaria em declínio.

“Uma sociedade aberta não quer um estado com a estrutura atual”, disse Guedes. Segundo ele, o estado brasileiro foi estabelecido em um regime “politicamente fechado”.

O ministro repetiu que o Brasil tinha uma “glasnost” política, mas não econômica (programa de abertura adotado por Mikhail Gorbachev na União Soviética). Houve uma transição incompleta, disse ele. “Temos que moldar o Estado para uma ordem democrática, com ação descentralizada”.

Guedes afirmou ainda que “acabamos de despolitizar a moeda” com a aprovação do projeto de lei de autonomia do Banco Central. As novas regras reduzem a interferência do governo na gestão da política monetária, afirmou.

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