Hospitais buscam soluções tecnológicas para evitar contágio – 24/04/2020

Hospitais buscam soluções tecnológicas para evitar contágio - 24/04/2020

Diante da pandemia de covid-19, os hospitais são cada vez mais povoados e o risco de contaminação no meio ambiente aumenta. Diante de tantas dificuldades no combate à doença, a tecnologia tem sido um aliado importante. No Brasil, algumas equipes inovadoras já estão em ação.

Na semana passada, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Enebras, empresa especializada em ar condicionado, lançaram o sistema Atmus, que ajuda a impedir a propagação do vírus no ambiente hospitalar.

Com o apoio da Embraer, que ajudou na preparação de desenhos técnicos, a Atmus monitora a pressão do ar nos quartos dos pacientes infectados por coronavírus no hospital. Reduz a pressão do que em outras configurações do hospital. Portanto, o ar dos corredores pode entrar na sala, mas o ar poluído na sala não se espalha para outros lugares.

O ar na sala passa por um filtro de alto desempenho e lâmpadas germicidas do tipo UVC, sendo expelido para outros ambientes sem contaminantes. O filtro do dispositivo está na categoria HEPA (High Efficiency Particle Arrest), com alta eficiência na separação de partículas.

Além disso, o Atmus é portátil, permitindo mobilidade dentro do hospital. O sistema já está operacional em Einstein, com 170 dispositivos.

“É uma alternativa rápida para criar áreas de isolamento temporárias e acessíveis para todos os hospitais, incluindo áreas públicas e de campanha. Nosso objetivo agora é melhorar o sistema para reduzir custos e tempo de fabricação, para que outras empresas possam montá-lo”. facilmente. ” no Brasil “, disse o engenheiro Fábio José, da Enebras, em nota.

Criado pela USP, o rodo UV-C é utilizado para descontaminar os pisos do Hospital Santa Casa da Misericórdia em São Carlos (SP)

Imagem: Reprodução

Desinfetar o chão

Segundo os responsáveis ​​pelo Atmus, reduz a possibilidade de contágio dos profissionais de saúde que mantêm contato com o paciente. A iniciativa é oportuna, pois uma pesquisa recente do Centro de Controle de Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) diz que amostras tiradas de sapatos de médicos deram positivo para o vírus.

Outra iniciativa para desinfetar o piso foi inaugurada no final de março, na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos (SP). A entidade recebida do Instituto de Física da USP [Universidade de São Paulo] Duas lâminas médicas UV-C para descontaminação de pisos de hospitais.

O equipamento emite radiação ultravioleta (UV), que impede a propagação do vírus através dos sapatos daqueles que circulam no hospital. Os rodos devem passar por um minuto em cada metro quadrado da superfície. Isso faz com que a camada protéica e o material genético de qualquer vírus sejam destruídos.

Robôs em saúde

No Brasil, o robô de telepresença dupla tem ajudado pacientes em instituições de saúde como o Hospital das Clínicas, em São Paulo, o Instituto do Cérebro do Estado Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro, e Mãe de Deus e Moinhos de Vento, ambos em Porto Alegre Composta por um tablet com câmera, a equipe do hospital os utiliza para avaliar pacientes, eliminando o risco de contágio.

Desenvolvido em 2014, um robô da empresa dinamarquesa UVD Robots também é um dos aliados na luta contra o coronavírus. Os hospitais chineses começaram a usá-lo no final de março para desinfetar hospitais. Assim como o rodo de borracha criado pela USP, o equipamento emite luz ultravioleta que pode destruir bactérias, microorganismos e vírus, como a covid-19.

Em Cingapura, os cientistas criaram um robô que imita gestos humanos para ajudar os profissionais de serviços de limpeza. O XDBOT (abreviação de “Robô para desinfecção extrema”) usa um braço articulado, movido por controle remoto. O equipamento chega a lugares difíceis de limpar, como debaixo de camas ou mesas em um escritório.

Criado por cientistas da Universidade Tecnológica de Nanyang (NTU), o robô também contém um tubo para limpar grandes superfícies. É controlado por um computador ou tablet, reduzindo o risco de infecção por vírus.

O governo do estado de Kerala, na Índia, está usando Sayabot, da empresa Asimov Robotics, para distribuir máscaras cirúrgicas e géis de álcool, além de aconselhá-los sobre o risco de coronavírus, medir a temperatura das pessoas e desinfetar os telefones. Telefones celulares que precisam.

Em um hospital na região italiana da Lombardia, Tommy, fabricado pela Omitech, monitora as informações de cada paciente e as transmite à equipe médica. Além disso, os pacientes podem, através do robô, gravar mensagens que também são ouvidas pelos médicos.

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa Esteves

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *