Incêndios florestais no Brasil voltam a aumentar em 2020

O número de incêndios florestais no Brasil aumentou 12,7 por cento no ano passado para um máximo de uma década, de acordo com números oficiais que provavelmente aumentarão a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro pela destruição da floresta amazônica.

Nesta foto de arquivo, tirada em 15 de agosto de 2020, Idelia Lima Lisboa, esposa de um fazendeiro que ateou fogo na selva ao redor de sua propriedade, observa enquanto o fogo se aproxima de sua casa em uma área da floresta amazônica, enquanto ao sul de Novo Progresso no estado do Pará, Brasil. . – O número de incêndios florestais no Brasil aumentou 12,7 por cento em 2020 para um máximo de uma década, de acordo com números oficiais que provavelmente aumentarão a pressão sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro para a destruição da floresta amazônica. Houve um total de 222.798 incêndios florestais no Brasil em 2020, o maior número desde 2010, de acordo com a agência espacial brasileira, INPE. Carl De Souza / AFP

Houve um total de 222.798 incêndios florestais no Brasil em 2020, o maior número desde 2010, de acordo com a agência espacial brasileira, INPE. Isso incluiu mais de 103.000 incêndios na Amazônia brasileira, um aumento anual de quase 16 por cento, disse o INPE, que usa imagens de satélite para rastrear incêndios e desmatamento. Também incluiu mais de 22.000 incêndios na parte brasileira do Pantanal, a maior área úmida do mundo, que foi devastada no ano passado por um aumento anual de mais de 120 por cento. A Amazônia e o Pantanal são dois dos ecossistemas mais valiosos da Terra. A Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, é considerada vital para desacelerar as mudanças climáticas devido ao dióxido de carbono que absorve da atmosfera. Cerca de 60 por cento da floresta tropical está no Brasil. O Pantanal, mais ao sul, é um paraíso de biodiversidade que se estende do Brasil à Bolívia e ao Paraguai. Quase um quarto do Pantanal brasileiro foi devastado por incêndios no ano passado, em meio à pior seca da região em quase meio século. Imagens de paisagens carbonizadas cobertas por carcaças de animais chocaram o mundo, atraindo críticas do governo Bolsonaro por não ter conseguido impedir a destruição. Bolsonaro, um cético de extrema direita em relação às mudanças climáticas, também enfrenta ataques sobre o forte aumento do desmatamento na Amazônia durante seu mandato. Ativistas dizem que seu esforço para abrir terras protegidas na Amazônia para o agronegócio e mineração e os cortes de financiamento de seu governo para programas de proteção ambiental estão alimentando a destruição. O desmatamento varreu uma área maior do que a Jamaica na Amazônia brasileira no ano até agosto, um máximo de 12 anos, de acordo com o programa de monitoramento PRODES da agência espacial. Especialistas dizem que os incêndios na Amazônia são causados ​​principalmente por pessoas limpando terras para agricultura e pecuária. O número de incêndios na Amazônia brasileira já havia aumentado 48,7% em 2019, o primeiro ano de Bolsonaro no cargo, gerando um clamor global.

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