Influência consciente pode ser a nova Internet normal pós-pandemia

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Os influenciadores digitais ainda estão na moda, mas seu desempenho deve ser muito diferente (Freepik)

Você que está lendo este texto já deve ter visto ou compartilhado Ao vivo durante o período de pandemia. Não há escapatória. A oferta tem sido excelente, constante e diversificada, atendendo a diferentes gostos, da música aos debates sobre espiritualidade e política.

O fenômeno de vidas Foi uma transformação na gigantesca indústria de música e entretenimento. O adjetivo não é de todo: de acordo consultor PwC, no Brasil, o setor deve gerar receita de US $ 43,7 bilhões em 2021: US $ 2,23 trilhões em todo o mundo. Nenhuma empresa, incluindo organizações públicas, pode ignorar essa comunicação, especialmente através de redes sociais, é um ativo estratégico e fundamental para o sucesso do bem ou serviço que você deseja oferecer.

E se a comunicação é a “garota do olho” de qualquer marca, os influenciadores digitais (ou influenciadores, como também são conhecidos) tornaram-se o personagem principal dessa narrativa: são eles que promovem produtos e serviços, mostrando experiências reais que se conectam com a vida cotidiana das pessoas.

Mas a pandemia de coronavírus Representou um marco para o universo do marketing de influência, uma área em que os influenciadores digitais estão localizados. Embora anteriormente fosse fácil compartilhar e incentivar a compra de serviços de viagem, cosméticos, roupas e beleza, todos esses produtos perdem sua percepção de valor e importância no contexto de isolamento social, incertezas sobre o futuro e, mais especificamente, restrições econômicas. eles estão presentes todos os dias e para muitas pessoas.

Mas em nenhum lugar será o fim dos influenciadores. Como em quase todas as áreas, precisamos encontrar um novo normal após o período pandêmico agudo. E ouso dizer que a nova “versão” tem tudo para ser ainda melhor.

O que mudou?

Antes da pandemia, estávamos acostumados a acompanhar o trabalho dos influenciadores digitais, especialmente como pessoas que combinam três elementos principais: conectividade, vida cotidiana e informalidade. Com a pandemia, muitas mudanças no trabalho dessas pessoas acabaram acontecendo. E eles também desafiaram o desempenho desses números. Essas transformações ocorreram em “ondas”, uma levando à outra.

Inicialmente, era necessário se reinventar. Com mais pessoas em Internetquerido Saliente que a participação nas mídias sociais aumentou 61% durante o período de pandemia: há uma maior busca por conteúdo que não esteja relacionado às compras. Isso já representou a primeira mudança: afinal, como podemos mudar a narrativa de um influenciador baseado na promoção de viagens? Ou as roupas? Ou equipamento de ginástica?

Essa nova realidade exigiu a necessidade de revisar o conteúdo e as estratégias de inserção nas redes sociais. Alguns influenciadores foram bem sucedidos, mas outros nem tanto. O resultado, quase sempre, veio imediatamente: perda de seguidores ou contratos comerciais com as marcas que representavam.

Isso leva ao auge do que, acredito, estamos experimentando atualmente. Há indícios de que uma nova fase pode estar surgindo: uma busca por conteúdo significativo, responsável (econômica, social e ambiental) e que esteja realmente conectado à realidade das pessoas. E isso indica a possibilidade de um novo momento para o trabalho dos influenciadores.

Nova era?

Tanto quanto podemos dizer o contrário, o mercado não está saturado para influenciadores digitais. Uma pesquisa recente publicada pela agências Brunch e Youpix, que entrevistaram 164 marcas diferentes, apontam que 78,5% delas mantêm o orçamento para marketing de influenciadores, mesmo no contexto da pandemia. Em outras palavras: esse ainda é um mercado valorizado e aquecido. Mas também não é possível dizer que as coisas serão exatamente como antes.

Por um lado, as empresas estão procurando influenciadores que se “adaptaram” ao objetivo de suas marcas. Por outro lado, o público está interessado em conteúdo significativo e verdadeiro, muito além do consumo puro.

Nesse movimento, acho que existe uma possibilidade real para o surgimento do que chamo de influenciadores conscientes. São pessoas que se tornam referência na Internet porque usam seu espaço de fala para vocalizar diretrizes relevantes e atuais e em uma linguagem muito acessível e, acima de tudo, atraente.

Vimos como isso se manifesta especialmente no momento presente: Atila Iamarino, pesquisador brasileiro que tem sido referência técnica em relação ao coronavírus. Seu canal em Youtube Ele já tem mais de um milhão de seguidores e responde pela participação em programas poderosos na televisão aberta. Ao se definir como “disseminadora científica”, a Attila pode “traduzir” a pesquisa acadêmica em um idioma compreensível até para aqueles que não estão familiarizados com a academia. E há muitos outros exemplos desse movimento, principalmente figuras envolvidas em ações de combate à pandemia. Quem não se lembra da #ficaemcasa?

E o mais interessante é que o trabalho de influenciadores conscientes pode ser uma ferramenta fundamental para apoiar a luta contra notícias falsas.

A Organização Mundial da Saúde alertou para o fato de que vivemos em um infodêmicoisto é, uma epidemia de notícias falsas ou descontextualizadas. E para enfrentar esse problema, mais do que dizer a verdade e publicar informações, será necessário garantir que a maneira como isso é feito seja simples, acessível e transparente.

E não há dúvida de que influenciadores digitais são referências na criação de uma comunicação que pode envolver mais e mais pessoas. Eles podem ser ativos na luta notícias falsas, expondo a importância do tópico e anunciando novas maneiras de promover a verificação das informações. Esta será uma batalha fundamental e, embora o governo brasileiro tenha rejeitado Para aderir a um compromisso internacional assinado por mais de 130 países, 9 em cada 10 brasileiros acreditam na importância da legislação contra notícias falsas na Internet, segundo recente olhe para do Ibope

Claramente, um problema complexo como esse não pode ser resolvido apenas pelo trabalho dos influenciadores. Será necessário adotar outras estratégias, como regulamentação, inteligência artificial e muita educação digital. Mas não há dúvida de que mudanças estão ocorrendo e que influenciadores podem ser aliados valiosos.

Um convite

Nesse contexto, decidi usar o espaço da Internet para promover conversas positivas e positivas. Acredito que o papel de um influenciador digital deve ser cada vez mais consciente, passando pelo processo de promoção de diálogos construtivos com base na escuta cuidadosa e plural.

O projeto “Conversas para Inspirar” nasceu, então, com a idéia de Discuta com colegas de diferentes áreas o que estamos enfrentando, como podemos aprender e repensar nossa sociedade e o futuro desde o advento da tecnologia.

Eu já tive a chance de falar sobre o futuro da indústria do entretenimento com Didi Wagner, sobre o papel do jornalismo e os desafios da maternidade em uma pandemia com Pétria Chaves, e muitas outras conversas inspiradoras ainda estão por vir. Se você deseja continuar este projeto, continue minhas redes. Estou certo de que a Internet ainda pode ser um bom espelho da humanidade. Todos temos a responsabilidade de seguir nessa direção.

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About the Author: Adriana Costa

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

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