Líder agrícola do Brasil critica candidatura do ex-presidente Lula à reeleição

SÃO PAULO, 10 Ago (Reuters) – O chefe do poderoso lobby agrícola do Brasil declarou que o país não tinha espaço para o retorno de um presidente que havia sido preso por corrupção, disse João Martins em conferência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). na quarta-feira. .

Embora não tenha mencionado o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Martins se referia claramente ao líder de esquerda que é o favorito para as eleições de outubro.

Lula é um ex-líder sindical metalúrgico e fundador do Partido dos Trabalhadores que foi condenado em 2017 por corrupção por receber propina durante seus dois mandatos presidenciais. Ele ficou preso por um ano e meio até que as condenações fossem anuladas.

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O presidente em exercício de extrema direita, Jair Bolsonaro, também participou da conferência. Ele busca a reeleição com forte apoio do setor agrícola.

“Você deixou bem claro que neste país não há mais espaço para uma equipe corrupta e incompetente, muito menos para o retorno de um candidato que foi processado e preso como ladrão”, disse Martins sob aplausos.

Lula tenta atrair aliados do setor agrícola para sua campanha presidencial, buscando dividir a base rival.

O agronegócio deu grandes passos no governo Lula de 2003 a 2010, mas Bolsonaro estabeleceu uma forte conexão com os interesses rurais, prometendo empurrar a fronteira agrícola mais profundamente na floresta amazônica e negar as reivindicações de terras dos povos indígenas.

Em contraste, Lula prometeu reduzir o desmatamento no Brasil dentro de quatro anos, o que os cientistas dizem que desacelerará a mudança climática, alinhando sua retórica com o pensamento mais verde nos círculos esquerdistas da América Latina. consulte Mais informação

Em sua conferência, a CNA apresentou a Bolsonaro suas propostas que eles querem que todos os candidatos presidenciais adotem, e Martins instou o Congresso brasileiro a aprovar as reformas pretendidas pelo setor agrícola, que está pressionando por um projeto de lei que simplifica o registro de agrotóxicos.

Em seu discurso à CNA, Bolsonaro incentivou a compra de armas, algo que seu governo facilitou e que muitos agricultores acolhem porque querem proteger suas terras de invasores.

Bolsonaro também se manifestou contra uma proposta de alteração do prazo para pleitear terras indígenas que está sendo analisada pelo STF, sugerindo que ele não acataria uma decisão que não fosse favorável ao setor agropecuário.

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Informação de Roberto Samora; Escrito por Anthony Boadle; Editado por Josie Kao

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