Marcos Resende & Index, “Marcos Resende & Index”

ÁLBUM DO DIA

Marcos Resende & Index, “Marcos Resende & Index”

Por Dean Van Nguyen, 27 de janeiro de 2021

1976 por Marcos Resende & Index álbum de estreia autointitulado nunca foi lançado antes, o que significa que o ponto de partida do conhecido grupo jazz-funk brasileiro sempre esteve escondido. Essas músicas foram gravadas durante um mês nos estúdios da Sonoviso, no Rio, com o engenheiro de som Toninho Barbosa, “o brasileiro Rudy Van Gelder”, conhecido por seu trabalho com Azymuth e Marcos Valle, entre outros. Mas o lançamento nunca se materializou, mesmo depois que o grupo lançou seu álbum altamente considerado. Festa para um novo rei dois anos depois. Em vez disso, as fitas permaneceram em poder de Resende, implorando para serem reveladas. Em 2018, ele os deu para Joe Davis da Far Out Recordings, que se acostumou a chamar a atenção para a velha música brasileira. Depois de passar dois anos trabalhando com Far Out para restaurar as fitas, Resende faleceu tragicamente em novembro passado, aos 73 anos. Agora que finalmente está vendo a luz do dia, este lançamento é uma peça vital não só da própria história de Resende, mas da própria história da música brasileira.

Marcos Resende e Índice apresenta seis composições funky e leves gravadas por uma banda composta por Resende nos teclados, Rubão Sabino no baixo, Claudio Caribé na bateria e Oberdan Magalhães no sax tenor, sax soprano e flauta. Os músicos compartilham uma química óbvia e calma. As claves de Resende frequentemente ganham destaque nos arranjos, tanto pela performance melódica quanto pelos acordes suaves que entram e saem da mixagem, imitando cordas que conferem a todo o projeto uma qualidade sonhadora. (Jack McDuff apoiou-se em uma vibração semelhante Funk sofisticado, lançado no mesmo ano.)

As próprias canções fazem viagens estranhas e imprevisíveis: o testemunho de “Praça da Alegria” passa do funk travesso à alegria das sitcoms dos anos 1970. Resende escreveu cinco das composições e pode-se ouvir a influência do rock progressivo, que dizem ter o atraído durante a sua passagem por Portugal. Em “Nergal”, Resende toca uma variedade de pianos elétricos e sintetizadores analógicos, convidando outros instrumentistas de sopro, guitarristas e percussionistas para o estúdio para reforçar o hype. O número mais experimental, porém, está mais próximo de “Atrás da Lua”, um movimento estranho de outra estrela, suas texturas enxameando conectando os pontos entre Brian Enoé arte rock e Giorgio MoroderÉ pós-disco sufocante. Rastrear envio Marcos Resende e Índice no seu estado mais visceral, apertar o botão de um conjunto singular que, por muito tempo, não foi ouvido.

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