Marisa Monte em seu primeiro álbum solo em 10 anos

NOVA YORK (AP) – Demorou 10 anos para Marisa Monte lançar um álbum solo, mas a quatro vezes vencedora do Grammy nunca desistiu da música.

Longe de se ausentar, a cantora e compositora brasileira se manteve ocupada na última década com projetos que incluíam Tribalistas, seu grupo com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, além de produzir para outros artistas e fazer turnês, até que a pandemia estourou.

Neste verão, ele lançou “Portas”, uma obra de 16 canções que segue “O Que Voc Quer Saber De Verdade” de 2011 e inclui o single “Calma”, que ele co-escreveu com Chico Brown. Abre com a música que dá nome ao álbum e fecha com a edificante “Pra Melhorar” com Seu Jorge e sua filha adolescente, Flor de María.

“Portas”, que significa portas em português, parece um título adequado para a época.

“No início de 2020, eu estava pronto para começar a gravar este novo álbum e então tudo aconteceu, as portas se fecharam, estávamos trancados em casa”, disse Monte à Associated Press em entrevista recente no Rio de Janeiro.

La estrella de 53 años, que ha vendido 15 millones de álbumes en todo el mundo con una versatilidad musical que va del pop al pop rock, samba, jazz y folk, también habló sobre su forma de trabajar y sobre “Segue o Seco”, uma canção. sobre as secas brasileiras que cantou em show ao ar livre em 2016, quando acabou chovendo.

As respostas foram editadas por questões de brevidade e clareza.

AP: Muitas portas foram fechadas durante a pandemia, mas parece que outras foram abertas. É por isso que você chamou o álbum de “Portas”?

Monte: Sim. (Provém) da canção “Portas” (que) fiz antes da pandemia, mas é um assunto muito atemporal: como lidar com novas escolhas, decisões, mudanças e situações. Existem portas que podem ser abertas para o exterior, mas também existem portas interiores. E todas as figuras simbólicas ao redor da porta estavam lá na música dizendo às pessoas: “Bem, as pessoas tentam escolher uma porta, mas você pode escolher mais de uma. Você pode entrar e sair se não gostar. E é melhor deixá-los abertos. para deixá-los respirar. ” É uma música que fiz cerca de quatro anos atrás, mas é muito atual.

AP: Alguma outra nova música “velha” no álbum?

Monte: Existem canções até com mais de 10 anos. (Risos.) “Praia Vermelha” estava pronto antes do meu último disco. Portanto, criação – eles têm seu próprio tempo, sua própria vida. Depois de todo esse tempo eu tinha 14 músicas e como tive que esperar (devido à pandemia) fiz mais quatro (duas delas sairão depois, inclusive uma com o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler, ganhador de um Oscar). para a canção “Al Otro Lado del Ro” de “The Motorcycle Diaries”. Eles ficaram super lindos.

AP: Você tem estado muito ocupado ao longo dos anos como músico, mas como foi gravar um solo de novo?

Monte: Bem, eu nunca estou realmente sozinho porque tenho um trabalho muito coletivo e sou muito horizontal como líder. Gosto muito de ouvir a todos e colaborar. Adoro trabalhar com parceiros, músicos e técnicos. Eu escuto todo mundo, então essa é a maneira de me sentir menos solitário (risos). Eu sabia que era hora de voltar a mim depois de muitas colaborações e muitos trabalhos com outros artistas, o que, claro, é sempre um aprendizado. (experiência) para mim e sempre um desafio e um prazer, mas queria recuperar a minha voz solo.

AP: Conte-nos um pouco sobre “Calma”, o primeiro single do álbum.

Monte: É uma música que fiz há cerca de três anos. É uma música sobre relacionamento, sobre alguém dizer ao outro para ter fé no futuro, que as coisas vão melhorar e não desistir de uma forma muito assertiva e muito positiva. É uma canção de amor muito esperançosa, e porque estamos vivendo em tempos tão sombrios no Brasil, em um momento histórico tão trágico aqui, não só por causa da pandemia … essa canção é boa para as pessoas ouvirem.

AP: Você cantou “Segue o Seco” em um show ao ar livre em Belo Horizonte e começou a chover na hora que você terminou. Você está cantando agora para ajudar a trazer um pouco de chuva para o seu país?

Monte: (risos.) Gravei essa música em 1993. Carlinhos Brown foi o compositor e ele me disse: “Temos que cantar isso porque é um assunto que ainda não está resolvido”. Claro, no Brasil sempre temos secas históricas. Era 1993 e talvez esteja piorando com essa mudança climática e tudo mais. Então eu tenho que continuar cantando para que as pessoas fiquem sabendo disso. E talvez para ajudar a cair a chuva.

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