Ministério da Economia do Brasil tenta limitar gastos com subsídios relacionados a combustíveis, dizem fontes

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, fala durante a cerimônia de abertura da reunião da OCDE no Palácio do Itamaraty em Brasília, Brasil, 21 de junho de 2022. REUTERS/Adriano Machado

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BRASÍLIA, 22 Jun (Reuters) – O Ministério da Economia do Brasil está tentando limitar o custo do aumento dos subsídios ao gás de cozinha e um novo programa de transferência de dinheiro para caminhoneiros, que o governo vê como uma forma de aliviar o impacto dos altos preços dos combustíveis em ano eleitoral , disseram cinco fontes familiarizadas com o assunto.

O ministério quer que as duas medidas custem entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões neste ano, segundo duas das fontes, que pediram anonimato porque as discussões são preliminares.

A ideia é que essas medidas façam parte de uma proposta de emenda à Constituição do Brasil, que incluirá propostas já anunciadas pelo governo, como redução de impostos federais sobre combustíveis e compensação aos estados pelos impostos estaduais sobre combustíveis que eles pagam.

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O Ministério da Economia, que não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, não quer que o custo total do pacote, que efetivamente contornará um limite constitucional de gastos, ultrapasse 50 bilhões de reais, disseram as fontes.

Anteriormente, o ministério era contra a tentativa de burlar o limite. Mas o presidente Jair Bolsonaro vem pressionando pelo alívio da inflação enquanto está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas para as eleições deste ano, marcadas para outubro.

Ao incluir as medidas em uma emenda constitucional, o governo também busca burlar a legislação existente que proíbe amplamente a criação de novos benefícios nos últimos seis meses de mandato presidencial.

Todas as fontes indicaram que o formato final das medidas ainda não está definido.

Um disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, queria um máximo de 2 bilhões de reais para subsídios adicionais de gás de cozinha e 4 bilhões de reais para caminhoneiros, muitos dos quais são leais apoiadores de Bolsonaro.

Uma das alternativas em cima da mesa consiste em conceder um auxílio mensal de 600 reais aos caminhoneiros, com um custo total de 3.000 milhões de reais. Outra fonte disse que um benefício de 1.000 reais caberia no orçamento se apenas 600.000 caminhoneiros fossem pagos, embora o ministério não tenha sugerido o valor.

As medidas ganharam mais força depois que a petroleira estatal Petrobras (PETR4.SA) anunciou na semana passada que aumentaria os preços da gasolina e do diesel, provocando protestos generalizados no mundo político e pressionando a inflação que atingiu 11,7% nos 12 meses até maio. .

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Reportagem de Marcela Ayres e Bernardo Caram em Brasília Edição de Matthew Lewis

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