Ministro da Defesa do Brasil defende democracia e se compromete a cumprir a constituição

O chefe de gabinete do ministro brasileiro, Walter Souza Braga Netto, observa durante cerimônia no Palácio do Planalto, em meio ao surto da doença coronavírus (COVID-19), em Brasília, Brasil, em 7 de abril de 2020. REUTERS / Adriano Machado

O ministro da Defesa do Brasil defendeu o sistema democrático na terça-feira, condenando as “tentativas de desestabilização institucional” em meio a preocupações com o compromisso do presidente Jair Bolsonaro com as normas constitucionais antes das eleições do próximo ano.

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, falando com o presidente na cerimônia de posse do novo comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, disse que as Forças Armadas estão comprometidas com a defesa da Constituição e “preparadas e prontas para servir aos interesses nacionais”.

Seus comentários vêm em meio a crescentes questões sobre a politização das forças armadas por Bolsonaro, cujos oficiais e ex-oficiais ele elevou ao colocá-los em toda a sua administração. Isso gerou temores de que as Forças Armadas sejam forçadas a tomar partido caso o resultado das eleições seja contestado no próximo ano.

“Hoje, o país precisa se unir contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional que mude o equilíbrio de poderes e prejudique a prosperidade do Brasil”, disse Braga Netto. “Aqueles que acreditam que estamos em um terreno fértil para iniciativas que podem colocar a liberdade em risco estão errados.”

Ele acrescentou que é “necessário respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros”.

No mês passado, Bolsonaro demitiu os três principais comandantes militares do Brasil após se separar de seu ministro da Defesa no dia anterior.

Suas saídas reforçaram a escala das crises que afligem o Brasil, um dos epicentros globais da pandemia do coronavírus. Eles também revelaram uma mudança nas relações entre Bolsonaro, um ex-capitão do exército de extrema direita, e os militares.

Braga Netto, ex-general, assumiu o cargo após a saída do ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo. Ele é mais político do que seu antecessor e mais próximo do presidente, tendo atuado anteriormente como chefe de gabinete do Bolsonaro.

No entanto, na terça-feira ele reafirmou o compromisso dos militares com a defesa da Constituição, inclusive, disse, “neste período de intenso choque e incerteza, que coloca à prova a maturidade, a independência e a harmonia das instituições democráticas brasileiras”.

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