Não é só o banco que ganha com o Pix, mas toda a sociedade, afirma o diretor do BC – 19/11/2020

Muita gente desconfia do Pix, porque os bancos estão fazendo muita propaganda. Qual seria o seu interesse? O Pix beneficia a todos, inclusive aos bancos, disse João Manoel de Mello, diretor de Organização e Resolução do Sistema Financeiro do BC (Banco Central).

Em uma entrevista com Twitter, Mello disse que as transações do sistema que Comecei a trabalhar 100% esta semana são tão seguros quanto outros operados pelo BC, como DOC, TED, débito ou crédito. O diretor afirmou ainda que a Receita Federal não pode ouvir transferências sem ordem judicial e que Pix não incentivará sequestros de raios, porque normalmente não há transferências para contas nesse tipo de crime.

O diretor do BC também falou sobre a expectativa de novos recursos do Pix que devem ser lançados nos próximos anos. Isso inclui saques em dinheiro diretamente do varejo e a capacidade de agendar pagamentos garantidos por uma instituição financeira.

Bancos também se beneficiam, diz diretor

Com a inauguração do Pix, a tendência é que as pessoas façam cada vez menos transferências via TED ou DOC e os bancos parem de cobrar as comissões que cobram por esses serviços.

Mesmo assim, segundo João Manoel de Mello, as instituições financeiras ganham, porque economizam com o manuseio do dinheiro que não circula mais. “As estimativas de bancos e cooperativas são de que sejam gastos cerca de R $ 10 bilhões por ano com movimentação de dinheiro físico”, disse.

Além disso, as instituições financeiras se beneficiariam com as pessoas no sistema de transferência digital.

Segundo o diretor, em três dias de operação, são 5,2 milhões de operações liquidadas via Pix, totalizando R $ 4,6 bilhões repassados ​​pelo sistema. O BC estima 32 milhões de cadastrados e quase 2 milhões de empresas.

Custo para instituições financeiras

“Fizemos uma plataforma sem fins lucrativos, cobrando o mínimo necessário para pagar pelo sistema”, disse o diretor.

“O banco que recebe um Pix paga um décimo de centavo pelo BC. É basicamente dispersível.” O objetivo da cobrança, segundo Mello, é apenas reembolsar os custos operacionais do sistema.

Segurança igual ou melhor do que outros meios

João Manoel de Mello disse que a segurança das transferências via Pix é igual ou melhor do que as que já são operadas ao abrigo do regulamento do BC, incluindo pagamentos por cartão de crédito e débito, para além das transferências por TED ou DOC.

O diretor indicou que cabe ao usuário adotar medidas gerais de segurança para evitar fraudes, como não clicar em links não confiáveis ​​e não compartilhar a senha, cuidados que são necessários no dia a dia, independentemente da forma de pagamento adotada.

Para Mello, o Pix pode ser ainda mais seguro que outras mídias porque só acontece com autenticação por banco, fintech e aplicativos de cooperativas de crédito. “Não existe ambiente mais seguro do que o cadastrado no celular”.

Em geral, Pix também oferece segurança ao encorajar as pessoas a carregar menos dinheiro. “Crimes violentos, como sequestro com relâmpago, não são perpetrados por transferência eletrônica”, disse o diretor do BC.

Devolva o dinheiro às vítimas

Mello disse que o sistema identifica o padrão de transferências feitas pelo usuário, a fim de identificar movimentos estranhos. Se um golpista conseguir fazer um pagamento criminoso que se desvia do padrão, o sistema pode rejeitar a transferência por motivos de segurança.

Mesmo assim, se o golpista conseguir romper todas as barreiras, Mello garantiu que existe um procedimento para indenizar a vítima da fraude.

Sigilo bancário

Segundo o diretor do BC, não há possibilidade de a Receita Federal acessar os dados transferidos sem autorização judicial. “Como as transferências atuais, [as transferências via Pix] são todos protegidos pela Lei Complementar nº 105 [de 2001], Sigilo bancário “.

Retirada de varejo e Pix garantido

João Manoel de Mello falou sobre o plano de trazer novidades para a Pix nos próximos anos.

Uma delas seria a retirada em estabelecimentos comerciais. “Imagine em cidades onde não existem caixas eletrônicos, a comodidade de fazer uma compra de R $ 100, pagar R $ 150 e levar R $ 50 em troca”, disse.

Outra novidade esperada é o Pix garantido. A ideia é que o usuário possa programar pagamentos irrevogáveis ​​que ficarão protegidos contra inadimplência de uma instituição financeira.

“A velocidade de entrada desses recursos depende da parceria com a iniciativa privada, que precisa ter condições de adotá-los com segurança”, afirmou o diretor do BC.

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