‘Não vejo racismo na F1’: declaração bizarra de US$ 540 milhões de Toto Wolff deixa a F1 furiosa no Twitter

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirma que o racismo não existe na F1, apesar de Lewis Hamilton ter enfrentado vários comentários racistas nos últimos meses.

Lewis Hamilton é o primeiro e único piloto negro de F1. O britânico lutou contra o abuso racista ao longo de sua carreira na F1. Mas o sete vezes campeão mundial não deixou que a cor de sua pele ditasse seu destino.

Lewis lutou contra todas as probabilidades e se tornou um exemplo e não uma exceção. Ele tem sido um crítico vocal da falta de inclusão e diversidade no automobilismo.

Toto Wolff e sua equipe Mercedes apoiaram Lewis apesar do abuso que ele enfrenta mesmo em 2022. A equipe se opôs ao ódio e apoiou abertamente seu piloto.

Apenas alguns meses atrás, o ex-campeão da F1 Nelson Piquet enfrentou uma reação por usar um termo racista para se referir a Hamilton. até mesmo enfrentou o ex-chefe da F1 Bernie Ecclestone, que afirmou que “levaria um tiro” por Vladimir Putin, defendeu Piquet.

Piquet foi boicotado pela comunidade da F1. Agora ele enfrenta julgamento no Brasil por usar o termo pejorativo na televisão pública. E isso mostra o quanto o racismo e o ódio ainda influenciam a sociedade moderna.

De fato, no GP da Áustria, houve relatos de fãs de Red Bull e Max Verstappen abusando de Hamilton. Por isso, é surpreendente quando o próprio Toto Wolff nega a existência de racismo no esporte.

Enquanto Lewis Hamilton está tentando se fazer ouvir e erradicar o racismo, Toto negou completamente. E isso irritou a comunidade do Twitter da F1, que não foi misericordiosa com a estratégia de ‘PR’ do austríaco.

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Twitter da F1 reage aos comentários de Toto Wolff

Toto Wolff vem enfrentando a fúria do Twitter da F1. Recentemente, ele deu uma entrevista em que o austríaco foi questionado sobre os efeitos do racismo na F1.

Isso aconteceu depois que o campeão da F1 Nelson Piquet usou um insulto racista ao falar sobre Lewis Hamilton na televisão nacional brasileira. Piquet enfrentou condenação generalizada por suas ações.

Hamilton chegou a dizer que é preciso haver mais mudanças nessas “mentalidades arcaicas” presentes no esporte. Mas, Toto parece ter esquecido o incidente. Wolff diz que perpetradores de ódio na F1 são devidamente punidos e pronto.

Toto disse: “Um tem 80 anos ou sei lá e o outro tem 105” referindo-se a Piquet, 69 anos, e Bernie Ecclestone, 91. Mas o calor enfrentado pelos dois fez com que “as pessoas pensassem duas vezes” antes de usar termos tão pejorativos.

E ele acrescenta: “Não vejo nenhum racismo no estado atual da Fórmula 1. Eu poderia chamar alguns de meus companheiros de equipe de muitos nomes, mas não racistas”. Ele disse que Hamilton pode abordar essas situações diretamente dizendo: “Você pode colocar o dedo onde dói”.

E esta declaração testou a fúria da comunidade do Twitter da F1, que criticou seu golpe de ‘PR’.

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