Neymar amadurece na missão de trazer a taça de volta ao Brasil

Um grande competidor constrói sua reputação nas maiores competições. O maior de todos aparece a cada quatro anos, e Neymar acaba de perdê-lo. Nas recentes eleições do Brasil, seu jogador de futebol estrela endossou o presidente derrotado de extrema-direita Jair Bolsonaro, até mesmo dançando um jingle de campanha.

O eventual vencedor, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, deu sua própria explicação: “Acho que ele tem medo de que, se eu ganhar a eleição, descubra o que Bolsonaro perdoou de sua dívida de imposto de renda”. Neymar negou, dizendo que os problemas foram resolvidos antes de Bolsonaro chegar ao poder em 2017.

No Catar, começando com o Brasil contra a Sérvia na quinta-feira, Neymar dança em mais uma competição. Aos 30 anos, esta pode ser sua última chance de conquistar o hexacampeonato brasileiro Copa Mundial. Ele já postou uma foto no Instagram do brasão do país com a sexta estrela. Esta é a melhor seleção brasileira pela qual ele já jogou, diz.

O técnico Tite chama Neymar de seu “arco e flecha”. O craque é certamente o jogador mais talentoso do torneio depois de Lionel Messi, basta olhar para o vídeo recente dele controlando uma bola. lançado por um drone de 35 metros. Mas agora ele é um jogador de futebol diferente do garoto pobre da cidade portuária de Santos que surgiu há uma década.

Cedo neymar ele era um driblador magro que fazia algo brilhante ou virava a bola. Os treinadores costumavam colocá-lo na ala para minimizar os riscos de suas ações. Mas com a idade, lesões, treinamento com pesos e alguns prazeres hedonistas, ele engrossou.

O último Neymar dribla menos e virou craque no meio-campo: tornou-se o camisa 10 que sempre vestiu no Brasil. Tite diz que qualquer treinador que insiste em colocá-lo na ponta é “um burro”. No centro de campo, Neymar tem o máximo de opções de passe e pode continuar aparecendo na frente do gol. Ele só precisa de mais dois gols para igualar o recorde de Pelé de 77 pelo Brasil.

Neymar, que joga no PSG com o também superastro argentino Lionel Messi, vê o futebol como uma performance estética © Emmanuel Dunand/AFP/Getty Images

Com ele Recente avalanche de talentos ofensivos brasileirosPor fim, eles também têm atacantes dignos de seus passes. Vê-lo alimentar Vinicius Jr ou Raphinha poderia renovar a tradição brasileira que todos os fãs de futebol carregam em suas cabeças.

No entanto, seria um erro entender que Neymar só pensa em vencer. Enquanto Messi almeja a pura funcionalidade, o brasileiro é um dos únicos jogadores que mesmo em uma Copa do Mundo espera se expressar.

Ao receber a bola, ele costuma fazer o que todo treinador de jovens diz para as crianças não fazerem: ele tenta vencer os adversários cedo, de preferência humilhando-os ao fazê-lo. É um feito quase impossível que ele realiza regularmente, mas quando parado, ele dá aos defensores o alvo de chute perfeito. O jogador com mais faltas nas ligas mais importantes da Europa, sempre se contorce de dores em campo. As pessoas que o chamam de bebê chorão ignoram a bravata desnecessária com que brinca.

Ele faz isso porque, como muitos brasileiros, vê o futebol como uma performance estética, quase como uma dança. Ele diz: “Coloque uma música que te deixe no clima, e um brasileiro pode sentar, mas sempre vai dançar um pouco. Venho de uma família que adora samba. acho que tenho um pouco de brasilidade ginga [broadly: a sensual shimmy]alguma coisa nos quadris.”

O lendário ala brasileiro Garrincha via os defensores adversários como nulidades intercambiáveis, cujo trabalho era agir como seus homens práticos, “Joãos” (Johns), ele os chamava, e Neymar joga com esse espírito. Ele fica indignado quando algum João estraga sua dança com uma falta.

Às vezes, ele confia em exibições sem esforço de seu talento, mas chega a Doha após um outono brilhante com o Paris Saint-Germain, em forma incomum e capaz de fazer a corrida defensiva que geralmente evita. O fato de o Brasil precisar menos dele do que em torneios anteriores o ajudará.

Com muitos jogadores talentosos, os companheiros de equipe não o procuram mais freneticamente onde quer que ele esteja no campo; muitos movimentos de passagem de fluido ocorrem sem ele. E eles parecem tê-lo perdoado por quebrar sua pacto de vestiário que ninguém faria campanha para qualquer candidato presidencial.

Antes de sua primeira Copa do Mundo, em 2014, o jovem tímido e sorridente me contou sua lembrança daquele que continua sendo o último triunfo do Brasil, em 2002: “Acordei antes do amanhecer para assistir à final em casa. eu até tive [Brazilian striker] Corte de cabelo de Ronaldo. Vi com meus pais e minha irmã, todos juntos. Depois fomos para a casa da minha vó, fizemos um churrasco, todo mundo gritando ‘Somos campeões!’ como verdadeiros fãs. Todos dizem que vencer a Copa do Mundo é uma alegria indescritível. É o que eu quero mais do que tudo.”

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