Novos padrões de bem-estar suíno do Brasil estabelecem práticas de manejo em sistemas de produção comercial

a Instrução Normativa nº 113 Busca estabelecer os parâmetros para orientar a cadeia produtiva e os agentes fiscalizadores.

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína, com uma produção de 3.963 milhões de toneladas e exportando 750.000 toneladas de carne suína, o que torna o Brasil um grande player global no setor, atrás apenas dos Estados Unidos. União Europeia e Canadá em termos de exportações. De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), existem atualmente 1.100 empresas que administram a atividade suína no país, abrigando mais de 30.000 produtores rurais.

“O bem-estar é parte fundamental para a sustentabilidade da atividade produtiva e influencia diretamente na saúde dos animais. Contribui também para o combate à ameaça da resistência antimicrobiana, pois a implantação de boas práticas de manejo produz animais mais robustos e imunologicamente fortes ”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes.

A nova norma aborda os principais pontos para permitir a melhoria do bem-estar animal, gerando melhores respostas imunológicas e um uso racional de medicamentos. O objetivo é orientar os produtores sobre as melhores alternativas para promover uma suinocultura cada vez mais sustentável e competitiva, proporcionando uma melhoria gradual e contínua da atividade produtiva.

Outro foco importante é o valor agregado dos produtos pecuários por meio da adoção de boas práticas que agora são padronizadas. Dentre as evoluções da cadeia produtiva, propõe-se trabalhar em formas de moradia mais sustentáveis ​​que reduzam o estresse derivado da superlotação e da falta de atividade inerente ao comportamento da espécie, bem como o estabelecimento de um manejo sanitário mais seguro.

Como a regulamentação também prevê investimentos na reestruturação das fazendas, cujas despesas serão custeadas pelos produtores rurais, o prazo concedido para esses reajustes é de 25 anos. Desta forma, são respeitados os tempos de depreciação dos imóveis e a amortização dos compromissos financeiros já estabelecidos.

A nova norma está em linha com as diretrizes do Organização Mundial para Saúde Animal (OIE) para a produção de suínos, dando suporte às exportações e negociações internacionais, além de estar em linha com as demandas nacionais sobre o assunto.

A criação da norma contou com a colaboração de entidades de pesquisa, associações representativas do setor suíno, técnicos, agroindustriais, organizações não governamentais de proteção animal e especialistas dedicados às atividades inerentes ao manejo e manejo de animais com larga experiência na aplicação de boas práticas respeitando os requisitos relativos ao bem-estar animal.

Leia a declaração do governo em português aqui.

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