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Maior pluralidade de tecnologia pode trazer novas perspectivas quando se trata de construir algoritmos para reduzir a desigualdade geral no país. Esse foi um dos tópicos abordados no oitavo episódio do podcast “Deu Tilt”, no qual o colunista do canal de ciência e tecnologia da Twitter Ricardo Cavallini, Cava, entrevista com Silvana Bahia, diretora da Olabi, uma organização social que trabalha com tecnologia e diversidade.

A Bahia comentou quanta produção de tecnologia ainda está nas mãos de um grupo que ainda é muito homogêneo (ouça desde 08:21)

“Nós descobrimos hoje […] que a tecnologia que usamos é criada por um tipo padrão de pessoas […] Então, eu estou falando de homens que praticam heterossexualidade, brancos, classe média, classe alta. Em geral, as tecnologias que usamos são criadas por esse grupo padrão de pessoas. E quando olhamos para o Brasil, que é um país tão diverso e plural, também percebemos o quanto essa não diversidade pode afetar a produção de tecnologia de maneiras diferentes “, afirmou.

A Bahia alertou que, apesar do aumento da produção e consumo de tecnologia, isso ainda não foi suficiente para reduzir amplamente as desigualdades (desde 09:27)

“O que poderia, talvez reduzir parte dessa desigualdade, é quando pessoas diferentes podem produzir tecnologia para problemas reais e diferentes. Há muitos dados que mostram […] que quando não há diversidade tecnológica, a desigualdade aumenta “, sugeriu.

Silvana foi além e lembrou que mesmo simples decisões cotidianas são tomadas com o apoio de tecnologias e algoritmos, o que reforça cada vez mais a necessidade de incluir diversas pessoas nessa área (de 11:26)

“É interessante perceber que também delegamos muitas das decisões de nossas vidas a esses algoritmos. E então estou falando sobre a decisão de quem será preso e quem não será, mas também […] da música que você ouve no seu aplicativo de música, porque em segundo plano […] a máquina aprende com esses dados. E o que não está aí? Não se entende? Então, o que me pergunto é quanto aumentamos com a exclusão, quanto estamos incluindo com essas tecnologias “, provocou.

Silvana Bahia é mestre em cultura e territorialidade pela Universidade Federal Fluminense e é coordenadora do PretaLab, iniciativa que incentiva mulheres negras e indígenas na área de tecnologia.

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