O Assistente de Drible

Ver o trabalho de Cafuringa à direita parecia ver desenhos animados. Foi uma alegria para os fãs do Fluminense. Seu nome era Moacir Fernandes e viveu de 10 de novembro de 1948 a 25 de julho de 1991.

Quem lhe deu o sobrenome Cafuringa, mesmo ele não sabia. Provavelmente, quando ele era mineiro, veio para o Botafogo em 1965, pronto para vencer com esse apelido estranho. Simplesmente não teve tempo de mostrar seu veneno, pois lutou com os alvinegros e se tornou realidade no Fluminense, sendo o campeão estadual RJ e a Copa Guanabara-1969/71/73/75 e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa-1970, um dos embriões do atual Brasileirão.

Após 11 anos e apenas 16 gols marcados para os tricolores, Cafuringa foi para o Atlético-MG, em abril de 1976, para se tornar campeão regional e colaborar com quatro gols, em 19 partidas pelo time que normalmente era formado, como este: Zolini, Getúlio, Toninho Cerezo, Márcio, Vantuir, Flávio, Cafuringa, Reinaldo, Campos, Danival e Paulinho.

Depois do Galo, Cafuringa defendeu, entre 1977/1978, o Paraná Maringá. Ele voltou para a Flu, para jogar mais 14 jogos, e depois foi para outra aventura de mineração, com o Caldense, para o qual ele jogou apenas seis jogos. Finalmente, ele terminou sua carreira na Táchira venezuelana em 1979.

Uma das partidas mais famosas de Cafuringa aconteceu na noite de 10 de junho de 1975, no Maracanã, quando o Fluminense venceu (1 x 0) o Bayern de Munique, base da equipe alemã, com as estrelas Sepp Maier, Franz Beckenbauer , Gerd Müller (artilheiro contra a cabeça), Schwarzenbeck, Kapellmann e o então novato Karl-Heinz Rummenigge. Antes de 60.137 pagadores (era necessário abrir as portas do estádio após o início do amistoso, já que tantas pessoas não eram esperadas), Cafuringa fez o show, pois era o grande nome da noite e merecia uma crônica de Nélson Rodrigues. Mas, jogando com a cabeça baixa, ele não balançou a rede. A propósito, um dos motivos citados por sua baixa presença na borda e que levou o Atlético-MG a demiti-lo: Félix; Toninho Baiano, Silveira, Assis e Marco Antônio; Zé Mário, Kleber e Rivellino; Cafuringa, Paulo César Lima e Mário Sérgio foram o time da grande noite tricolor, liderada pelo técnico Paulo Emilio, que jogou o atacante central Manfrini no segundo tempo.

Nos anos 80, ingressou na seleção brasileira de professores, liderada por Luciano do Valle, em sua última aparição em campo na televisão. Ele deixou o apelido de capitão da Copa do Mundo das Ilhas Canárias em 2002, e depois o lateral-direito Cafu, também campeão do mundo, em 1994.

O currículo de Cafuringa também inclui o título do Torneio Internacional de Verão em 1973 e a passagem por Bangu quando sua carreira começou.

Poucos também sabem que Cafuringa era irmão do zagueiro Chiquinho “Pastor”, que teve mais sorte do que ele e chegou à seleção brasileira, homenageando o mineiro Juiz de Fora.

Francisco Jesús Fernandes, criador de tupinambá, tentou a sorte no Cruzeiro, mas conseguiu apenas três treinos. Então, ele foi ao Rio de Janeiro pedir ao Botafogo, que gostou da bola e o teve como bom defensor, uma chance. Após a experiência alvinegra, ingressou no Flamengo, quando sua religiosidade se tornou famosa e ganhou o apelido de “pastor”. Nos últimos anos de vida, ele foi missionário na Igreja Presbiteriana, participando de eventos em todo o país.

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