O Brasil é grande favorito para a Copa do Mundo, então por que a seleção de Tite é tão errática?

O recorde do Brasil na temporada passada é de leitura impressionante: 10 vitórias e três empates, com 30 gols marcados e apenas quatro sofridos. Pode-se pensar, então, que a equipe estaria navegando em águas mais calmas antes da Copa do Mundo.

Mas o técnico Tite causou sensação com sua última convocação contra o Catar para os amistosos deste mês contra Gana e Tunísia. Existem algumas surpresas, e o que elas realmente significam está aberto à interpretação.

Há apenas um lateral-direito no elenco de 26 jogadores, sem espaço para Dani Alves. Isso significa que o veterano não tem chance de pegar o avião para o Catar? Quase certamente não. A falta de reforço para Danilo mostra que a porta ainda está aberta para Alves. Para estes jogos existem alguns defesas centrais, com destaque para Eder Militão, que pode passar para lateral se necessário.

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Na sua idade, Alves precisa estar em ótimas condições físicas, algo que, após sua recente mudança para o México, não é o caso atualmente. Está sendo dado tempo para atingir a condição exigida.

A posição de reserva da lateral esquerda também é uma dor de cabeça. Alex Sandro é a primeira opção. Um jogador local, Guilherme Arana, estava na pole position para a vaga de reserva, mas nesta semana sofreu uma grave lesão que o afastou da Copa do Mundo. Alex Telles entra e Renan Lodi fica de fora.

Há também uma decepção para Philippe Coutinho, tradicionalmente um dos favoritos do técnico Tite. Ele perdeu para Everton Ribeiro do Flamengo, lembrado após a recente série de excelentes resultados de sua equipe. Isso significa que Ribeiro está agora na vanguarda na busca por uma vaga na Copa do Mundo? Ou é apenas um teste, uma última chance para o jogador provar que pode levar sua forma de clube para a seleção? Só o tempo irá dizer.

Três outros jogadores da Premier League podem ficar desapontados e, no caso de alguns deles, talvez até perplexos. Este é o trio do Arsenal de Gabriels: Magalhães, Martinelli e Jesus, todos convocados no último elenco, todos excluídos agora. Qual o significado disso?

Com seu pé esquerdo e qualidades de liderança, Gabriel Magalhães parecia seguro para o quarto lugar de zagueiro. Mas há primeiras chamadas para dois jogadores baseados na Itália, Bremer, da Juventus, e Ibanez, da Roma. Magalhães ainda não teve a oportunidade de jogar, mas já fez parte do elenco.

Magalhães definitivamente foi superado pelos dois recém-chegados? Antes da convocação, você poderia ter pensado que esses amistosos eram a oportunidade ideal para Tite dar uma olhada nele em uma situação de jogo. Ficar de fora nesta fase não é um bom sinal.

A omissão de Gabriel Martinelli não é um choque total, o que de forma alguma reflete a habilidade do jovem atacante. O Brasil tem mais opções na posição de atacante do que pode usar, então a competição é acirrada. As boas exibições do clube ainda podem salvar seu lugar na Copa do Mundo.

A maior surpresa é a omissão de Gabriel Jesus: está na forma de sua vida. É verdade que ele quase certamente estará na equipe do Catar e possivelmente verá minutos significativos. Mas, do ponto de vista psicológico, é difícil entender por que não foi incluído.

Na verdade, existem outras opções a considerar. Mas, como os jogadores admitem livremente, o trauma do fracasso de Gabriel Jesus na Copa do Mundo de 2018 é profundo. Seu último gol competitivo pelo seu país foi há mais de três anos, e ele finalmente encerrou uma sequência de 19 jogos sem gols em junho, quando marcou nos acréscimos de um amistoso contra a Coreia do Sul. Ele é claramente um jogador baseado na confiança e pode estar esperando a chance de levar sua forma de clube para a seleção.

Mas ele está fora enquanto Roberto Firmino é chamado. Este é um quebra-cabeça para o treinador. A estrela de Firmino está desaparecendo, mas ele é o jogador mais capaz de substituir Neymar em um falso número 9, daí esta última chance de subir na lista da Copa do Mundo. Se Firmino for um falso nove, então existe a possibilidade de um verdadeiro centroavante em Pedro de Flamengo, o artilheiro da Copa Libertadores, Liga dos Campeões da América do Sul.

Para a mídia brasileira, esse foi de longe o tema mais importante de toda a seleção: uma cultura orgulhosa do futebol tem muita dificuldade em se adaptar ao fato de que os melhores jogadores estão no exterior. Há sempre o clamor por nomes conhecidos, e os decibéis foram ensurdecedores sobre Pedro, um atacante alto e tecnicamente talentoso que está na forma de sua vida.

Tite talvez lhe tenha feito alguns favores ao se referir a ele como “o Fred atual”, tirando o chapéu para o desafortunado centroavante de 2014. De fato, há semelhanças, tanto na técnica quanto na falta de ritmo.

Pedro, como bem sabe Tite, é um jogador para desferir contra as defesas profundas, onde a sua perícia na área de penáltis sobressai. Sua grande chance pode vir no segundo amistoso do Brasil em setembro, quando enfrentar a Tunísia.

Para Pedro e alguns outros nesta equipe, as apostas são altas em setembro.


Aqui está a seleção completa de modelos:

goleiros

Alisson, Ederson, Weverton

defensores

Danilo, Alex Sandro, Alex Telles, Marquinhos, Thiago Silva, Eder Militão, Bremer, Ibanez

meio-campistas

Casemiro, Fred, Bruno Guimarães, Fabinho, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro

Avançar

Neymar, Raphinha, Vinicius Junior, Rodrygo, Richarlison, Antony, Roberto Firmino, Pedro, Matheus Cunha

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