O brasileiro honorário Hamilton tem a torcida de Interlagos atrás dele

SÃO PAULO, 13 de novembro (Reuters) – O circuito de Interlagos, em São Paulo, tornou-se um reduto para os fãs do heptacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton e a cidadania brasileira honorária o tornou ainda mais um ‘herói local’.

O britânico de 37 anos recebeu a honraria da câmara baixa do parlamento este mês, quando os legisladores destacaram sua profunda conexão com o país onde conquistou seu primeiro título em 2008.

Isso cresceu após sua notável atuação em Interlagos em 2021, quando o piloto da Mercedes desfraldou a bandeira brasileira e subiu ao pódio após uma de suas melhores corridas para a vitória.

Desde que chegou esta semana ao Brasil, que não tem um piloto competindo regularmente na F1 desde 2017, Hamilton visitou o Congresso em Brasília, uma favela no Rio de Janeiro e uma escola pública em São Paulo.

Um franco defensor dos direitos iguais e ativista pela diversidade, Hamilton também expressou regularmente seu amor pela nação sul-americana.

“Quero aprender mais sobre o país, quero aprender mais sobre seu povo”, disse ele a repórteres antes do GP de São Paulo de domingo, enquanto tentava falar algumas palavras em português.

Os comentários de Hamilton agradaram ainda mais sua já grande base de fãs em São Paulo e até o presidente-executivo do estado disse que o aplaudiria neste fim de semana.

“Ele cativou brasileiros como eu, que veem Hamilton como alguém que usa sua fama por causas justas no mundo”, disse o governador Rodrigo Garcia à Reuters no sábado.

ÍDOLO INFANTIL

O britânico, condecorado pelo próprio país, venceu três vezes em Interlagos e em 2008 ultrapassou o favorito local Felipe Massa para o campeonato após o brasileiro vencer a prova.

Hamilton também tem como ídolo de infância o falecido tricampeão mundial brasileiro Ayrton Senna.

Senna, que morreu em Ímola em 1994, continua sendo um dos maiores heróis esportivos do Brasil com uma nova estátua de 3,5 metros de altura em exibição no circuito neste fim de semana.

Vendedores ambulantes fora do circuito vendem bonés azuis de Senna ao lado de Mercedes pretos.

“Ele é um piloto muito bom e quase como um de nós, um torcedor do Senna”, disse Adailton Nascimento, 50 anos, que chegou a Interlagos vestindo uma camisa da Mercedes para apoiar Hamilton depois de percorrer mais de 1.500 km do centro. -Cidade ocidental de Cuiabá.

Andrea Borges, uma advogada de 43 anos, disse que encorajou Hamilton ainda mais agora que ele se tornou cidadão honorário.

“O que ele fez no ano passado (com a bandeira brasileira) foi incrível”, disse. “Tê-lo como cidadão honorário é incrível, não só pelo piloto que é, mas também por tudo o que representa.”

Informações de Gabriel Araújo; Editado por Ken Ferris

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