o dano de notícias falsas não é apenas virtual

Publicado na quinta-feira 30, o Jornal Nacional informa sobre ameaças contra o youtuber Felipe Neto serve como um roteiro para entender os impactos, do ponto de vista da integridade física, das campanhas de ódio e difamação promovidas pelas milícias criminosas no mundo virtual.

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No caso do influenciador, o esgoto produzido nas redes levou a um carro de som e intimidação na entrada do condomínio onde ele mora no Rio de Janeiro.

O material pode ajudar as autoridades a vincular as marchas movidas entre financiadores e emissoras de notícias falsas, que não causam danos apenas no campo virtual.

Felipe Neto se tornou alvo de milícias políticas desde que se tornou ator no debate político.

Ao dizer o que pensava sobre as redes ou promover piadas em seus vídeos com milhões de visitas, ele podia ir e vir quando quisesse. No entanto, foi suficiente para obter o status de criador de opinião para se tornar o alvo preferido das águas residuais.

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Em maio, o youtuber criou uma enorme agitação nas redes, alegando que aqueles que não falam sobre o fascismo são fascistas.

Não demorou muito para que ele fosse convidado a falar sobre programas de prestígio, como o Roda Viva, em que não poupou críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

Lá, ele obteve a credencial de um ator político relevante, não apenas um youtuber com 60 milhões de seguidores, a maioria jovem e pouco a dizer.

Os pais dos adolescentes relatam que, desde que o youtuber começou a se posicionar politicamente, as crianças também começaram a se questionar sobre questões que antes não as mobilizavam. Os riscos para a democracia, por exemplo.

É tudo o que o entorno do presidente, comprometido com o culto à personalidade de Jair Bolsonaro, não deseja. Uma população que pensa que é uma população que não engole os mitos, ainda mais os mequetrefes que foram abolidos no Palácio.

Há duas semanas, Felipe Neto chegou ao auge da nova fase postando um artigo em vídeo no site do New York Times que Bolsonaro era o pior líder político do mundo a liderar a pandemia.

Era um foguete. No Brasil, existem pelo menos 100 analistas políticos que poderiam escrever testes e mais teses sobre a pandemia da ignorância do governo durante a crise. Mas poucos, como Felipe Neto, conseguiram resumir tudo, com varandas e frases-chave, em um vídeo de apenas seis minutos. A criança, poucos duvidam, tem talento.

A reação dos bolonaristas mais apaixonados, que puderam responder com dados e contrapontos, foi a mesma de sempre. A violência tornou-se um problema para o Jornal Nacional, o jornalista com maior audiência na televisão aberta. O relatório mostrou que as ameaças ao youtuber chegaram à porta do condomínio com um discurso de ódio promovido por um homem identificado como “Cavallieri, o guerreiro de Bolsonaro”. Cavallieri é um dos que postam fotos nas redes com um rifle. Ele gritou ao microfone que Neto era um “canalha pedófilo disfarçado de apresentador de crianças”.

“É um nível de perseguição que eu não imaginava”, disse Felipe Neto ao JN.

Ele estava se referindo a uma montagem que falsificou seu perfil em uma rede social e levou os leitores a acreditar que ele apoiava a pedofilia. Um site de verificação mostrou que a imagem era falsa, mas o dano já estava feito.

“Nunca dei margem ou suspeita, nem levantei qualquer tipo de insinuação que pudesse levar alguém a se associar a esse crime perverso e tão odioso”, disse o youtuber, que recebeu notas de apoio de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa. , o Instituto Igarapé e o Instituto Vladimir Herzog. “Não se deixe manipular por esta orquestra, por este conjunto”, ele perguntou na entrevista.

O episódio ocorre quando o Supremo Tribunal Federal se mobiliza para desmantelar a rede de desinformação que flui através das redes e ameaça a integridade dos membros do tribunal.

Felipe Neto pode disponibilizar às autoridades uma grande quantidade de material para identificar criminosos que não têm medo de mostrar seus rostos para difamar, ameaçar, bombardear na frente das casas daqueles que não estão dispostos a curvar a coluna. líder de topo.

A punição exemplar é a menos esperada.

Felipe Neto ainda tem uma multidão, além da atenção da imprensa principal do país, como testemunha da tragédia anunciada como uma ameaça.

Nem todos têm as mesmas repercussões.

Lembre-se do que acontece aos ativistas ambientais, que geralmente trabalham longe da atenção das grandes cidades.

Segundo a ONG internacional Global Witness, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking que conta o número de assassinatos de ativistas ambientais e defensores de direitos humanos em todo o mundo. Somente em 2019, 24 foram mortos, incluindo dez líderes indígenas.

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About the Author: Jonas Belluci Shinoda

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