O dólar começa a subir contra o pacote de ajuda dos Estados Unidos que realmente olha e espera pelo Copom Por Reuters

© Reuters. (Título em branco recebido)

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar acelerou em relação ao real na segunda-feira, ultrapassando 5,30 reais no início da semana, marcado pelo foco no aumento de casos de coronavírus e nas negociações para um pacote de ajuda financeira. nos Estados Unidos, enquanto os investidores aguardavam a decisão de política monetária do Banco Central do Brasil.

Às 11:43, avançou 2,02%, para 5.3293 reais na venda. No pico do dia, o dólar atingiu 5,33304 reais, deixando para trás o movimento de estabilidade registrado no início da sessão.

Um impasse no Congresso dos Estados Unidos causado por desentendimentos entre republicanos e democratas sobre o tamanho de um pacote de ajuda preocupou investidores em todo o mundo, pois a economia dos Estados Unidos está longe de se recuperar e ainda está ameaçada por o aumento de casos de coronavírus no país.

Além disso, em meio à deterioração das finanças públicas no país e à ausência de um plano de consolidação fiscal credível, a agência de classificação de risco Fitch reduziu as perspectivas para o rating dos EUA na sexta-feira após o fechamento dos mercados. de “estável” para “negativo”.

“O mercado está parecendo muito”, disse Fernanda Consorte, estrategista de câmbio do banco Ourinvest, à Reuters. “Você tem uma expectativa em relação ao pacote de 1 trilhão nos Estados Unidos, mas as negociações são difíceis, difíceis de sair. Isso, junto com o aumento dos casos de coronavírus”, levanta questões sobre a saúde da economia, gerando apreensão. e consequentemente aversão ao risco, acrescentou.

No exterior, diante desse cenário, o dólar foi o vencedor contra uma cesta de moedas fortes e também contra pares de risco reais, como ,, e.

Enquanto isso, no Brasil, as expectativas giravam em torno da decisão de política monetária do Copom, e a maioria dos mercados espera um novo corte residual na taxa Selic para a nova baixa histórica de 2%.

Muitos analistas citam o ambiente de juros baixos como um dos principais fatores para a alta do dólar em 2020, uma vez que reduz os rendimentos locais atrelados à taxa Selic, prejudicando o investimento estrangeiro e, consequentemente, o fluxo da taxa de câmbio.

“Embora boa parte do mercado espere outro corte, encerrando o ciclo de queda das taxas de juros para 2%, o BC tem sido menos ‘moderado’ em suas declarações”, disse Fernanda Consorte. “Isso traz volatilidade, especialmente para a moeda”.

Na última sessão, na sexta-feira, o dólar à vista havia registrado um aumento de 1,15%, para 5.2185 reais na venda.

Na segunda-feira, o Banco Central realizará um leilão de swap tradicional de até 10.000 contratos com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021.

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