O estúdio exuberante e de pé-direito alto da artista brasileira Beatriz Milhazes no Rio de Janeiro vai causar inveja no seu espaço de trabalho

Dentro de seu ateliê no Rio de Janeiro, a artista brasileira Beatriz Milhazes trabalha em silêncio, mas seu ateliê é tudo menos um refúgio do mundo exterior. As obras de Milhazes transbordam as cores, formas e sensações de sua terra natal, desde suas montanhas imponentes e oceanos azul-turquesa até suas cidades agitadas.

Milhazes ganhou notoriedade pela primeira vez como integrante da Geração 80 (Geração dos anos 80), um grupo de artistas brasileiros que evitou a arte conceitual em favor do retorno à pintura. Agora com 62 anos, Milhazes ganhou reconhecimento internacional por suas abstrações coloridas e divertidas que abrangem pintura, colagem e gravura.

Interior do atelier de Beatriz Milhazes. Fotografia de Vicente de Mello.

Trazendo motivos brasileiros para a abstração, as obras de Milhazes refletem influências históricas da arte que vão desde as artes decorativas barrocas até o movimento artístico brasileiro Antropofagia dos anos 1920.

De seu ateliê no bairro Jardim Botânico do Rio de Janeiro, conversamos recentemente com Milhazes sobre seu processo, seu amor pela tranquilidade e seu desgosto por lanches.

Interior do atelier de Beatriz Milhazes.  Fotografia de Vicente de Mello.

Interior do atelier de Beatriz Milhazes. Fotografia de Vicente de Mello.

Quais são os itens mais essenciais em seu estúdio e por quê?

Paz. E minhas ferramentas de trabalho, indispensáveis ​​por necessidade: telas, tintas e pincéis, além de diversos tipos de escadas e andaimes compactos. Também é essencial ter uma boa e adequada luz no escritório e um ambiente aconchegante; É a minha segunda casa ou até a minha primeira…

Existe uma foto que você pode enviar do seu trabalho em andamento?

Fotografia de Marcos Serrano.

Fotografia de Marcos Serrano.

Qual é a tarefa de estudo em sua agenda amanhã que você mais espera?

Estou prestes a terminar um trabalho e começar um novo. Dois momentos específicos, especiais, e também delicados. Terminar uma obra, decidir que está pronta é um momento crucial, um grande desafio; o momento do “ponto final”. O oposto é o princípio. A tela branca é tão atraente. Neste ponto, pode-se fazer tudo e qualquer coisa. A tela é um mundo totalmente novo se abrindo… É também um grande desafio.

Que tipo de ambiente você prefere quando trabalha? Você ouve música ou podcasts, ou prefere o silêncio? Por quê?

Prefiro o silêncio, mas como nem sempre estou sozinho no estúdio, o rádio é a segunda opção. Ouvimos boa música ou atualizações de notícias.

Qual característica você mais admira em uma obra de arte? Qual característica você mais despreza?

O que mais admiro é quando consigo entender o pensamento do artista e seu lugar na história da arte para seguir em frente: um senso de inovação. Desprezo obras que não são visualmente acessíveis e não podem ser compreendidas ou apreendidas pelo espectador.

Interior do atelier de Beatriz Milhazes.  Fotografia de Vicente de Mello.

Interior do atelier de Beatriz Milhazes. Fotografia de Vicente de Mello.

Quais lanches seu estúdio não poderia funcionar sem?

Eu não sou muito de sanduíches. Eu poderia dizer que a nutrição é uma espécie de hobby meu, na verdade. Estou muito interessado em refeições adequadas e equilibradas, e gosto delas.

Quando você se sente preso no estudo, o que você faz para se soltar?

Momentos como esse exigem muita atenção e concentração. Quando não tenho certeza de como continuar, tenho que ter muito cuidado para não destruir o que já está lá. Às vezes, leva muito tempo e pensamento antes que você possa continuar.

Qual foi a última exposição que você viu que o impressionou?

Duas exposições me vêm à mente: uma, uma exposição de obras de Alfredo Volpi, e o outro, uma amostra de trabalhos de Obadias Nascimentoque hoje estão no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Se você tivesse que montar um quadro de humor, o que incluiria agora?

Enquanto estou muito feliz e em paz dentro do meu “pequeno mundo” do estúdio, eu justaporia isso às dolorosas incertezas do futuro do nosso mundo e do Brasil.

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