O futuro da televisão: tendências que podem preparar a transmissão para o futuro

Por enquanto, a TV paga parece estar aguentando. Há mais lares de TV paga no mundo do que assinaturas de vídeo sob demanda online, como plataformas de streaming over-the-top (OTT).

Mas esse é o caso globalmente; divida-o por país e surge uma imagem diferente. Nos Estados Unidos, por exemplo, 81% dos lares têm pelo menos uma assinatura OTT; 51 por cento têm televisão paga. A proporção continuará a mudar a favor da internet, diz um relatório sobre o futuro da TV paga e streaming de vídeo por Maria Rua Aguete, diretora sênior de pesquisa, mídia e entretenimento da Omdia, com sede no Reino Unido.

“A passagem da TV paga para o SVoD (streaming de vídeo sob demanda) aconteceu em 2020. Mas não se trata necessariamente do declínio da TV paga. Algumas tecnologias dentro da TV paga, como a cabo, estão em declínio. A IPTV, por outro lado, está em alta”, diz Tony Gunnarsson, analista principal de televisão, vídeo e publicidade da Omdia.


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IPTV, ou Internet Protocol Television, é o vídeo entregue em uma rede proprietária fechada, como uma LAN (Local Area Network) ou WAN (Wide Area Network). É diferente do OTT, pois o OTT é entregue na Internet aberta.

Gunnarsson aponta para as tendências mistas da TV paga em todo o mundo: crescendo na Coréia do Sul, Indonésia e França, enquanto encolhe acentuadamente nos EUA, Índia e Brasil. O interesse em pacotes que oferecem canais a cabo de alta qualidade com OTT e acesso à Internet continua impulsionando o crescimento e o consumo. Como nos EUA, a TV paga como ideia independente também está em declínio no Reino Unido.

“Como europeu, quando penso em mídia de transmissão, penso em emissoras de serviço público como a BBC (Grã-Bretanha) ou a NRK (Noruega). A maioria das emissoras de serviço público já fez a transição com sucesso. O streaming à prova de futuro está acontecendo via iPlayer (oferta digital da BBC) e não compete com Netflix ou Sky. Eles estão fazendo o que fazem de melhor, investindo em conteúdo local. Portanto, a transmissão de televisão continuará com a adoção de métodos mais novos”, diz Gunnarsson.



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