O governo bielorrusso retira as credenciais de jornalistas estrangeiros; protestos contra Lukashenko continuam | Mundo

O governo de Bielo-Rússia eliminou neste sábado (29) o credenciais de jornalistas de imprensa estrangeiros e até deportou alguns desses profissionais. A medida foi tomada às vésperas de nova megamanifestação contra o presidente Alexander Lukashenko.

Segundo o porta-voz da diplomacia bielorrussa, Anatoli Glaz, esta decisão foi tomada de acordo com a recomendação da comissão interministerial de combate ao extremismo e ao terrorismo.

Milhares de mulheres protestam na Bielo-Rússia contra o governo

Ele não especificou quantos jornalistas foram afetados pela medida, mas a mídia estrangeira, como a BBC e a Radio Liberty, relatou que vários de seus correspondentes tiveram seu credenciamento suspenso.

“Pedimos às autoridades que nos devolvam os credenciamentos para que possam continuar a fornecer informações independentes e verdadeiras sobre o que está acontecendo na Bielo-Rússia”, disse o chefe de informações da France Presse, Phil Chetwynd.

Por sua vez, a agência norte-americana Associated Press informou que dois de seus jornalistas enviados de Moscou foram deportados de volta para o Rússia não é sábado.

“O Ministério das Relações Exteriores da Bielo-Rússia me ligou e informou sobre o cancelamento de minha credencial e de um de meus colegas, como correspondentes da BBC. Eles exigiram que eu entregasse meu cartão”, disse a jornalista Tatiana Melnichuk à AFP.

Mulheres protestam contra violência policial do governo bielorrusso a manifestantes em manifestação em Minsk no sábado (29) – Foto: BelaPAN via Reuters

O presidente da Bielorrússia, Alexandre Lukashenko, que está no poder desde 1994, enfrentou um Movimento de protesto sem precedentes por sua suposta vitória com 80% dos votos, que a oposição denuncia como fraudulentos.

No sábado, um grupo de mulheres marchou pelas ruas de Minsk pedindo o fim da repressão policial aos manifestantes.

Liderado por Svetlana Tikhanovskaya, quem é refugiado na Lituânia, a oposição organizou duas grandes manifestações em 16 e 23 de agosto e convocou outro grande protesto para o domingo.

Alexander Lukashenko apareceu neste domingo (23) com um colete à prova de balas e um rifle Kalashnikov nas mãos. – Foto: Companhia Estatal de Rádio e Televisão da Bielorrússia via AP

UMA União Europeia, que não reconhece os resultados eleitorais e preparar novas sanções contra altos funcionários bielorrussos, pede a Lukashenko para dialogar com a oposição.

Os primeiros protestos contra os resultados das eleições foram severamente reprimidos e resultaram em três mortes, dezenas de feridos e 7.000 pessoas presas.

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