O líder internacional é Galhardo, mas também intensidade na dose certa – 30/08/2020

O Botafogo pode e deve protestar muito contra o VAR pelo cancelamento do gol de Bruno Nazário. Na verdade, foi a interferência excessiva da análise do vídeo que interpretou a disputa entre Mateus Babi e Patrick como desaparecida. Mas a indignação não justifica prejudicar a equipe, como fez o goleiro Gatito Fernández.

Focar na arbitragem, porém, seria desviar muita atenção e desviar do Internacional, o líder brasileiro com 15 pontos em seis jogos e que construiu a vitória por 2 a 0 no Estádio Nílton Santos em um bom primeiro tempo.

Com Thiago Galhardo de volta ao ataque. Não como um “false nine”, mas um jogador com intensa movimentação na frente. Dinâmicas que não mudaram muito em relação à aliança com Paolo Guerrero. Abrindo espaços, mas também aparecendo na área para terminar. Completando o centro da esquerda de Moisés e marcando o quarto gol do maior goleador da competição até o momento.

Ele continua a servir Boschilia no segundo gol, consolidando um primeiro período de domínio, com 54% de posse de bola – chegou a mais de 70% nos primeiros trinta minutos – e seis finalizações contra três, dois a um no gol. Precisão de 89% nos passes que garantiu que o volume do jogo prevalecesse, mesmo como visitante.

No habitual 4-1-3-2 de Eduardo Coudet, o substituto do atacante peruano lesionado foi D’Alessandro, que ganhou liberdade para se movimentar e qualificar a posse de bola que também conquistou um passe de lateral-direito com Rodrigo Lindoso no lugar de Musto e a peça. na defesa: Zé Gabriel conquistou a vaga de Rodrigo Moledo, após a saída de Bruno Fuchs para o CSKA.

O argentino Renzo Saravia melhorou a produção ofensiva na direita ao se juntar a Boschilia e Patrick voltou bem ao time na lateral oposta. Edenilson garante robustez física e volume de trabalho no trabalho entre intermediários internos. Agressão na frente que ganha mais uma opção com a chegada do uruguaio Abel Hernández.

Mas a Internacional também cresce ao colocar intensidade na dose certa. Sem a urgência do início das obras que queimaram palcos para competir com a Universidad de Chile e Tolima para entrar na fase de grupos da Libertadores, nem a tensão e a eletricidade que muitas vezes se confundiam com a truculência nos clássicos sem vitória contra ele Guilda.

Coudet parece um treinador moldado para pontos de corrida. Com isso conquistou o título do Racing Argentino e ganhou visibilidade no cenário sul-americano. Agora o Inter parece sólido para enfrentar uma temporada física e emocionalmente desgastante, com fôlego e fé no modelo de jogo dentro da provável derrota do brasileiro.

A semana preparatória de folga certamente ajudou no começo elétrico contundente, construindo o placar em 30 minutos. Aproveitando a falta de concentração e o posicionamento de Rafael Forster como meio-campista após a boa atuação defensiva no clássico contra o Flamengo, formando uma linha de cinco atrás. Talvez Paulo Autuori acreditasse que, em casa, seu time atacaria mais.

Já o Internacional de Coudet e Galhardo busca o protagonismo dentro e fora de casa. Portanto, começa na frente e deve ser competitivo até o final do campeonato.

(Estatisticas: SofaScore)

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