O MPF diz que três grupos disputam o poder no governo Witzel pagando subornos; entender o esquema | Rio de Janeiro

E, de acordo com a solicitação do Ministério Público Federal (MPF), havia três grupos com grande influência no governo Witzel.

  • Grupo 1 – Mário Peixoto, empresário que presta serviços ao governo do RJ e preso em maio;
  • Grupo 2 – Pastor Everaldo, Presidente Nacional do PSC, Partido Witzel;
  • Grupo 3 – José Carlos de Melo, empresário que teria influência sobre os deputados da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).

Octavio Guedes explica a relação do pastor Everaldo e Mário Peixoto com Witzel

Além dos três grupos, existem dois outros personagens importantes Para entender a dinâmica do governo:

  • Lucas Tristão, ex-Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e homem de confiança de Witzel e Mário Peixoto;
  • Gothardo lopes netto, ex-prefeito de Volta Redondo e perto de Witzel.

De acordo com o MPF, O Grupo 1 teria enviado R $ 554 mil para o escritório de advocacia da esposa de Witzel.

De acordo com o pedido de prisão preventiva ao STJ, a Unidade de Inteligência Financeira (FIU) do Banco Central informou que o escritório de advocacia de Helena Witzel recebeu pagamentos suspeitos, entre 13/08/2019 e 19/05/2020, de R $ 554.236,50.

  • R $ 280.000,00 Hospital Jardim Amália LTDA;
  • R $ 112.620,00 da DPAD Serviços D LTDA. MIM;
  • R $ 102.231,50 QUALI CLÍNICAS GESTÃO E SERVIÇOS DE SAÚDE;
  • R $ 59.385,00 COOTRAB COOPERATIVA CENTRAL.

Ao desvendar o segredo tributário, os promotores destacam que Wilson Witzel recebeu R $ 74 mil diretamente do escritório da esposa.

Duas destas transferências, efetuadas em agosto e outra em outubro de 2019, foram efetuadas em datas próximas do pagamento dos clientes ao escritório de Helena.

  • uma O depósito de R $ 10.000, realizado pela COOTRAB, foi realizado em 13/08/2019, e Witzel recebeu o mesmo valor no mesmo dia;
  • Outro pagamento, de R $ 15 mil, desembolsados ​​pela Quali, caíram na conta da secretaria em 10/08/2019, dois dias depois, em 10/10/2019, o banco repassou o mesmo valor ao governador..

Todas essas empresas estariam conectadas de alguma forma com o pessoal de confiança de Witzel.

  • ELE Jardim do Hospital Amália é propriedade da família de Gothardo netto;
  • DPAD e COOTRAB são propriedade de Mario peixoto, por meio de laranjas;
  • Quali Clinics é propriedade de um consultor do secretário estadual de educação, Pedro Fernandes, e a documentação da empresa foi encontrada no Lucas Tristão e de Alessandro Duarte, designado como operador financeiro de Mario peixoto.

De acordo com o MPF, Grupo 2, da Pastor EveraldoEle comandava “como se fosse dono” de alguns setores do governo do Rio de Janeiro.

A avaliação é que Everaldo tinha muito poder sobre a contratação e o orçamento da Companhia Estadual de Águas e Saneamento do Rio de Janeiro (Cedae), do Detran e da Secretaria de Saúde do Estado.

Pastor Everaldo é preso em operação que afastou Witzel do governo do RJ

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A ação é que o grupo organize nesta última uma espécie de “caixa” para o pagamento de propinas a agentes públicos.

“(O grupo) tinha como principais mecanismos de obtenção de recursos financeiros a gestão de concursos de Organizações Sociais (OS), através da instituição de uma“ caixa de suborno ”fornecida pela OS e seus fornecedores, e a arrecadação de um percentual sobre o pagamento das sobras a serem pagos às empresas que abastecem o Estado ”, afirma o MPF.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, com base na denúncia de Edmar, o dinheiro ilícito na “caixa” foi dividido da seguinte forma:

  • 30% para Edmar Santos, então Secretário de Saúde;
  • 20% para Wilson Witzel, Governador do Rio de Janeiro;
  • 20% para o pastor Everaldo, presidente nacional do PSC;
  • 15% para Edson Torres, operador administrativo;
  • 15% para Victor Barroso, operador financeiro.

Pastor Everaldo teve Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso como operador financeiro do esquema de corrupção, segundo nota do ex-secretário de Estado da Saúde Edmar Santos.

Além de Víctor Hugo e Everaldo, Edson torres, empresário e dono de fato das empresas contratadas pelo estado do Rio. Coube a Edson indicar Edmar Santos para o cargo de secretário de Saúde e, assim, “garantir o controle da carteira”.

Segundo Edmar Santos, o empresário “afirmou ser ‘sócio’ do PSC junto com o pastor Everaldo, que se considerava apoiador”.

Edmar teria seu primeiro contato com Edson quando ele era diretor do Hospital Pedro Ernesto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele diz que recebeu propina para priorizar o pagamento às empresas de Edson Torres.

Os promotores afirmam que uma empresa Edson Torres em nome de laranjas (Verde Gestão de Serviços e Residuos) conquistou dois contratos com a Cedae por mais de R $ 3 milhões.

Outra empresa ligada à Edson, a Magna Vigecimento e Segurança, arrecadou mais 1,88 milhão de reais para prestar serviços ao governo do estado.

Segundo o MPF, a necessidade de cobrir os valores recebidos a título de propina levou os investigados a praticar uma série de atos de lavagem de dinheiro, mas as transações foram detectadas pela UIF.

  • UMA EDP ​​Corretora de Seguros, cujo sócio é o Pastor Everaldo, fez dezenas de pequenos depósitos em dinheiro, totalizando cerca de R $ 2 milhões;
  • O pastor Everaldo comprou um imóvel no valor de R $ 2,05 milhões à vista;
  • ELE Filipe, filho de Everaldo, também sócio da EDP, comprou outro imóvel por R $ 401 mil, também em dinheiro.

Este texto está sendo atualizado.

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