O que você já pode ver do “novo normal” que está emergindo da pandemia

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Podemos esperar mudanças no mundo do trabalho graças à pandemia de coronavírus (Gerd Altmann / Pixabay)

Quase 40 dias se passaram desde o início das medidas de distância social no Brasil. Os números cresceram exponencialmente e, no final deste texto, na tarde de 17 de abril, já contabilizamos mais de 30 mil pessoas infectadas por coronavírus y quase 2.000 mortes. O estado de São Paulo é o protagonista dapandemia, que representa 38% de todos os casos identificados no país.

As medidas recomendadas por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) são implementadas com diferentes intensidades por estados e municípios, mas focam-se em ações específicas: suspensão do comércio não essencial, eventos cancelados indefinidamente, fechamento de escolas e universidades e Ações de conscientização para proteção pessoal: uso de máscaras, higiene e distância social. Não há clareza sobre quanto tempo o plano de contingência deve ser mantido. Embora os especialistas tenham destacado até que ponto isolamento social Como são fundamentais e geraram resultados, o Ministério da Saúde começou a discutir, na semana passada, um plano para flexibilizar as regras nos estados e municípios, medida apressada, na opinião de muitos.

Ainda temos um longo caminho a percorrer na pandemia de coronavírus, local, regional ou globalmente. Embora estejamos todos atentos às medidas e mudanças de curto prazo que ocorrem de um dia para o outro, também estamos conectados ao futuro e à pergunta que não deseja permanecer em silêncio: quando voltaremos à normalidade?

Alterações causadas pela pandemia

A pandemia de coronavírus trouxe vários “efeitos colaterais”. São mudanças profundas nas diferentes atividades de nossas vidas, quase todas motivadas pela necessidade de distância social. Nesse sentido, algumas medidas que podem levar anos para serem implementadas são adotadas em poucas semanas, em alguns casos, dias, graças à urgência de hoje.

É no mundo do trabalho que vemos uma das mudanças mais significativas, pois muitas pessoas tiveram a oportunidade de continuar realizando suas tarefas em casa. As primeiras semanas podem ter sido complexas e muito dedicadas à adaptação, seja na definição de um espaço funcional, na criação de uma rotina ou na incorporação de algumas ferramentas que não foram utilizadas anteriormente, como aplicações de trabalho colaborativo, comunicação ou programação de lição de casa. e compromissos. No final das contas, acho que o saldo é muito positivo: desenvolvemos a capacidade de trabalhar remotamente e há possibilidades de que esse seja um modelo que continuará sendo replicado no mundo pós-pandemia. E há muitos ganhos, sejam ambientais, mas também pessoais e para a otimização do tempo.

Na educação, observamos um movimento semelhante, com crianças, jovens e também adultos que frequentam aulas à distância. Várias escolas no Brasil fizeram a transição para o modo digital e, em FrançaPor exemplo, as aulas foram transmitidas na rede de televisão aberta. Foi especialmente interessante observar como o público da geração Z, nascido entre o final da década de 1990 e até 2010, conseguiu desenvolver um relacionamento muito particular com as tecnologias digitais, utilizando-as com a naturalidade de quem não conhece o mundo sem existência. . de um computador ou telefone inteligente. Minhas filhas, por exemplo, podem interagir e se concentrar nas vídeoaulas, um esforço quase impossível para muitos adultos. Considerando todos os impactos dessa medida e reforçando a importância da educação presencial, especialmente na educação básica, é possível reconhecer que a educação a distância é uma alternativa que pode continuar sendo explorada no futuro.

A pandemia também transformou dimensões muito particulares, especialmente o sentimento de confiança nas instituições mais tradicionais, como a mídia e a comunidade científica. Segundo investigação do Ibope, 88% da população considera que a televisão aberta é um meio confiável de obter informações sobre a epidemia; na mesma avaliação, esse percentual foi de 27% para a aplicação WhatsApp. O mesmo fenômeno foi observado internacionalmente, como evidenciado pelo pesquisar “Edelman Trust Barometer “: 83% dos entrevistados dizem que os cientistas são as pessoas mais confiáveis ​​para aprender sobre o covid-19.

Levou muitos anos para o movimento notícias falsas Pode se tornar uma realidade perversa, por isso é muito cedo para dizer que uma nova onda de confiança na ciência e na comunicação pode ser consolidada. De qualquer forma, os dados continuam nos dando esperança de que esse poderia ser um legado muito positivo trazido pela pandemia.

Inovação e tecnologia: protagonismo e dilemas.

Freepik

O uso extensivo de tecnologias pode estar cada vez mais presente em nossas vidas. Tentei mostrar como eles são estratégicos nos esforços para combater a pandemia[veja[veja[vea[vejaaqui y aqui]. Por exemplo, inteligência artificial foi utilizado em diagnósticos e também para projetar a propagação do vírus; consultas foram possíveis com telemedicina; e várias ferramentas tecnológicas têm apoiado agências governamentais no esforço de elaborar estratégias de saúde pública.

Na China, por exemplo, o WeChat, aplicação Muito parecido com o WhatsApp, ele está sendo aplicado para controlar pessoas que podem estar doentes. No Brasil casa No louco Ele fez algo muito semelhante, criando o mapa brasileiro da covid-19. Construída com base na tecnologia de geolocalização, a solução é capaz de mapear informações sobre o comportamento da localização de mais de 60 milhões de brasileiros. Informações essenciais para direcionar os esforços de conscientização sobre a importância do isolamento social.

O uso de tecnologias também foi essencial para garantir o pagamento de ajuda de emergência a pessoas em situações de vulnerabilidade econômica, como trabalhadores informais. Para acessar o benefício, você deve se registrar através do site ou aplicativo da Caixa Econômica Federal. Os pagamentos já começaram e podem beneficiar direta ou indiretamente 117 milhões de pessoas, de acordo com dados do Ipea.

Embora seja muito positivo ver como o uso de tecnologias e a digitalização de serviços avançou exponencialmente graças à emergência causada pela pandemia, também vale destacar os riscos que esse movimento pode trazer. Primeiro, que a segurança das informações pessoais não é garantida. Esse é um dilema enfrentado por vários países e também pode se tornar realidade aqui, se não forem discutidas medidas para garantir que a vigilância não viole os direitos de privacidade individuais. Segundo, que as medidas criadas para acomodar pessoas vulneráveis ​​acabam aprofundando a desigualdade social, por exemplo, restringindo a solicitação de um benefício emergencial apenas para internet ou telefone celular.

A pandemia tem sido um laboratório para observar como a transformação tecnológica é fundamental para nossas vidas. Tão importante quanto observar seus inúmeros benefícios é tentar combater seus possíveis efeitos negativos.

O que esperar daqui para a frente

Se é verdade que a crise passará mais cedo ou mais tarde, também tenho certeza de que não haverá “normalidade” à qual possamos voltar. Um evento dessa magnitude e extensão não desaparece sem deixar rastro: todos seremos permanentemente modificados. Mas isso não significa necessariamente uma coisa ruim.

Podemos esperar que a experiência da pandemia seja transformadora para a comunidade e os indivíduos. Veremos outros comportamentos em relação ao trabalho e ao mundo da educação, bem como novos sentimentos em relação às instituições tradicionais da sociedade. A interação com as pessoas, nossas famílias e amigos também terá um novo significado.

Acima de tudo, a importância que a tecnologia tem para nossas vidas e como sua presença foi fundamental para enfrentar esse desafio coletivo será muito evidente.

Em resumo, não seremos mais os mesmos. Menos mal.

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About the Author: Adriana Costa Esteves

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