o site que mostra se você mora em uma área de risco covid-19

o site que mostra se você mora em uma área de risco covid-19

Foi durante uma entrevista coletiva no Ministério da Saúde, no final de março, que Faissal Nader, 21, de Curitiba, teve a idéia de criar um site para mapear casos secretos de 19 anos.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta falou na época sobre o uso de tecnologias para identificar infecções do novo coronavírus.

O estudante de medicina lembrou como discutiu, em um curso, sobre o uso de dados de geolocalização para entender como uma doença infecciosa se espalha.

“Percebi que ainda não tinha uma plataforma assim para o covid-19 e que poderia fazer uma”, diz Faissal, que foi ensinado a programar.

Dois meses depois, a idéia se tornou o Juntos Contra Covid, um site colaborativo que mapeia casos de coronavírus no Brasil e permite que uma pessoa saiba qual é o risco de infecção na região em que vive.

O estudante Faissal Nemer criou o projeto em março.

Imagem: ARQUIVO PESSOAL

Como funciona

Os dados são fornecidos pelos próprios usuários, que relatam sexo, idade e endereço em que vivem. Dizem também que foram vacinados contra gripe e testaram o covid-19 e se tinham sintomas consistentes com os da doença de coronavírus.

Eles também respondem se tiverem algum problema de saúde, se tiverem entrado em contato com casos suspeitos ou confirmados e se tiverem viajado para um local onde há uma chamada transmissão comunitária, ou seja, onde o vírus circula livremente.

As únicas informações pessoais fornecidas são um endereço de email, que é mantido em sigilo.

Todos esses dados são levados em consideração por meio de um algoritmo que identifica a qual das três categorias de risco a pessoa pertence e as identifica no mapa do site de acordo.

Os casos de baixo risco são identificados com pontos azuis. São pessoas que não apresentam sintomas de infecção respiratória ou histórico de contato com o vírus.

Os casos são identificados por diferentes graus de risco, em azul, amarelo e vermelho - REPRODUÇÃO

Os casos são identificados por diferentes graus de risco, em azul, amarelo e vermelho.

Imagem: REPRODUÇÃO

As manchas amarelas são de risco médio: a pessoa tem sintomas, mas não foi até onde há transmissão na comunidade ou não tem certeza se está em contato com casos suspeitos ou confirmados.

Casos de alto risco, em vermelho, são aqueles que apresentaram resultado positivo para covid-19 ou apresentam sintomas e entraram em contato com casos suspeitos ou confirmados ou viajaram para onde há transmissão comunitária.

Quem entra no site pode verificar no mapa quantos pontos azuis, amarelos e vermelhos existem em uma região e, portanto, entender até que ponto essa área é ou não uma área covid-19.

“Queremos que as pessoas estejam cientes da presença do coronavírus no local em que vivem. Mas enfatizamos que, mesmo onde existem apenas pontos azuis, isso não significa que o vírus não esteja presente, porque até 30% das infecções podem ser assintomáticas”. diz Faissal.

Os dados podem ser usados ​​em pesquisas.

Ao mesmo tempo, todas essas informações são coletadas em um banco de dados que será disponibilizado ao público e pode ser usado para realizar estudos de pandemia.

Até o momento, quase 170.000 pessoas contribuíram com suas informações. “Queremos ajudar a entender o que aconteceu agora e, se possível, em outras pandemias no futuro”, diz o aluno.

A física Caroline Franco, colaboradora do Observatório Covid-19 BR, que reúne pesquisadores para realizar análises sobre a pandemia, diz que esse tipo de iniciativa é importante, porque existem poucos bancos de dados públicos sobre o novo coronavírus no país. O país e a comunidade científica têm se esforçado para obter informações dos governos.

O acesso à Internet é um obstáculo à participação no site - REPRODUÇÃO

O acesso à Internet é um obstáculo à participação no site.

Imagem: REPRODUÇÃO

“Solicitamos esses dados, mas às vezes leva muito tempo para chegar, às vezes não recebemos resposta. E quando o banco de dados chega, ele já pode estar desatualizado, portanto esse esforço para mapear casos é muito interessante”, diz ele. o investigador.

No entanto, Franco ressalta que, para contribuir, a pessoa precisa ter um computador ou smartphone e acesso à internet. A dificuldade de acessar essas tecnologias torna a participação mais concentrada nos bairros mais ricos e entre as classes mais altas, e a amostra de pessoas não é tão completa, o que pode gerar um viés socioeconômico nos resultados futuros. estudos.

“É uma proposta com muito potencial, mas eles precisam encontrar uma maneira de expandir a base de participantes”, diz Franco.

O epidemiologista Lúcio Botelho, professor do Departamento de Saúde Pública da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), concorda e dá outro aviso: pessoas saudáveis ​​podem se sentir mais motivadas a participar do que aquelas que estão doentes.

“Como a participação é voluntária, você depende se uma pessoa deseja ou não inserir os dados, e as pessoas têm uma tendência maior a relatar voluntariamente algo que é bom do que algo que é ruim”, diz Botelho.

O epidemiologista diz que isso pode fazer com que o mapa indique menos casos do que realmente existe em uma região e que uma pessoa interprete mal o risco que existe lá. “Uma maneira de corrigir isso seria adicionar dados de outras fontes ao mapa”, diz Botelho.

Projeto busca mais apoiadores

O Dr. Valderílio Feijó, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e líder da equipe clínica de Juntos Contra Covid, diz que os participantes do projeto estão cientes dessas limitações e estão estudando alternativas para melhorar o site, incluindo o complementar. com dados oficiais

“Ainda assim, isso não impede que a plataforma atinja seu objetivo, porque se você vê que há um caso na sua vizinhança, sabe que o vírus está circulando por lá, e medidas de proteção devem ser tomadas independentemente do número de casos”, diz ele. Feijó.

O projeto busca apoiantes para continuar coletando dados - REPRODUÇÃO

O projeto busca apoiantes para continuar coletando dados

Imagem: REPRODUÇÃO

O médico observa que, quanto mais pessoas contribuírem para o site, mais precisas serão as informações exibidas no mapa.

Mas o projeto tem outro obstáculo que deve ser superado primeiro: seu financiamento. O site faz parte de um projeto de iniciação científica da UFPR, que envolve 22 profissionais voluntários.

Houve um aumento significativo no número de colaborações nos últimos dias, e isso esgotou o espaço de armazenamento nos servidores que armazenam as informações dos participantes e que foram doados pela Amazon, uma das patrocinadoras da iniciativa.

Portanto, foi necessário interromper temporariamente a coleta de informações, pois a equipe busca mais recursos.

Faissal diz que há uma necessidade urgente de que tudo volte ao normal. “Perder tempo significa perder dados, e isso pode prejudicar a análise que queremos fazer mais tarde”.

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About the Author: Adriana Costa Esteves

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