Outono? Contaminação? Descubra o que causa o céu vermelho no final do dia em SP – 16/04/2020

Outono? Contaminação? Descubra o que causa o céu vermelho no final do dia em SP - 16/04/2020

Nos últimos dias, as mídias sociais foram inundadas com fotos do pôr do sol, especialmente postadas por moradores do estado de São Paulo. O que poderia ser uma corrente ou um ato de contemplação coletiva trouxe outro detalhe: os impressionantes tons de vermelho, laranja e rosa que dominavam o céu.

A razão para isso, de fato, foi uma combinação de fatores. Um era o tipo de formação de nuvens que estava sobre a região.

“Tivemos uma cobertura concentrada de nuvens sobre o estado de São Paulo. Essa camada de nuvens altas e médias estava estacionada na região, bloqueada após a passagem de uma frente fria”, explica Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo.

Além das nuvens, sua composição, com cristais de gelo, ajuda na refração e dispersão dos raios solares, principalmente quando o sol está mais próximo do horizonte. Nesta situação, os raios do sol percorrem uma distância maior na atmosfera, o que facilita a percepção dos tons mais próximos do vermelho.

Esse cenário pode ser visto em grande parte do estado, exceto em regiões no extremo oeste e sul, locais onde o céu estava limpo. No entanto, não deve ser repetido nos próximos dias.

“As chances de isso acontecer nos próximos dias são pequenas, pois houve uma mudança nos ventos e outros tipos de nuvens começaram a se formar”, acrescenta.

Um ar mais limpo ajuda

Além da presença de nuvens altas e médias e do ângulo de incidência da luz solar, a paisagem em que vivemos também contribuiu para o espetáculo. Com menos pessoas nas ruas, as taxas de poluição diminuíram nos grandes centros urbanos.

“Nuvens mais altas dispersam a luz do sol. Essa luz sofreria mais escurecimento devido à camada de poluição aqui embaixo, e, portanto, o céu escurecia mais rapidamente. Com menos poluição, essa luz pode chegar aqui sem muito escurecimento.” . diz Marcia Yamasoe, chefe do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP).

Se já sabemos que nos próximos dias o fenômeno tende a não se repetir, a boa notícia é que esse tipo de evento é relativamente comum e não depende da estação.

“Eu diria que esses eventos são comuns em lugares menos poluídos. Talvez com pessoas em casa devido ao isolamento social, seja mais fácil olhar pela janela. No escritório ou na correria do dia a dia, muitas pessoas acabam percebendo o total falta de tempo “, conclui Yamasoe.

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