Pandemia e perspectiva de “nova” vida normal aceleram o uso de robôs – 04/12/2020

Pandemia e perspectiva de "nova" vida normal aceleram o uso de robôs - 04/12/2020

Sempre se debateu se os robôs roubariam o trabalho humano. Recentemente, especialmente em países mais desenvolvidos, mas também em certa medida no Brasil, vimos a automação crescer em alguns setores, embora lentamente. Isso foi até a chegada do novo coronavírus.

Segundo reportagem do jornal “The New York Times”, nos Estados Unidos a pandemia forçou uma aceleração da automação. O objetivo não é mais reduzir custos de mão-de-obra ou ganhar eficiência. A causa urgente é minimizar o contato humano o máximo possível e impedir a rápida disseminação do coronavírus.

Especialistas dizem que as recomendações para distância social devem permanecer mesmo após o fim das quarentenas e uma certa retomada da vida normal em todo o mundo. Isso significa que a implementação do uso de robôs continuará sendo acelerada, sem muita preocupação com a perda de empregos ou com o velho desconforto de ter máquinas que controlam alguns aspectos vitais de nossa vida cotidiana.

“Antes da pandemia, as pessoas pensavam que estávamos automatizando demais. Mas esse evento fará as pessoas pensarem sobre o que mais deve ser automatizado”, disse Richard New Pak, professor da Universidade Clemson, que investiga fatores psicológicos relacionados. . automação

Um exemplo é a indústria de reciclagem. No Brasil, em várias cidades, a coleta seletiva teve que parar, pois tanto as pessoas que coletam os resíduos reciclados quanto as que os separam estão em quarentena. No entanto, nos Estados Unidos, alguns lugares colocaram robôs para fazer esse tipo de serviço.

A empresa AMP Robotics, que fabrica robôs que separam resíduos recicláveis, notou um aumento significativo nos pedidos de novas máquinas que usam inteligência artificial para fazer o trabalho.

Isso é repetido em outros setores. Segundo o relatório do New York Times, os mercados estão usando muito mais serviços de limpeza robótica. Eles também estão trocando humanos por caixas eletrônicos.

Obviamente, toda essa automação pode custar algum trabalho. Para Mark Muro, da Brookings Institution, que estuda o mercado de trabalho, essa onda de robotização de empregos pode significar que, quando as coisas voltarem ao normal, as empresas contratarão menos pessoas.

“Essa pode ser uma daquelas situações em que a automação diminui substancialmente a contratação”, afirmou Muro. “Você pode ver menos trabalhadores quando a recuperação ocorre.”

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