Pfizer e BioNTech são as primeiras a concluir os testes de vacinas da Covid | Jornal nacional

Na quarta-feira (18) o planeta recebeu uma notícia animadora, quase um ano após o lançamento oficial dos primeiros casos do Covid-19. A americana Pfizer e a German BioNTech publicaram a conclusão da fase final de testes de uma vacina. São as primeiras empresas a fazer este anúncio e a vacina provou ser 95% segura e eficaz.

Para ser aprovada nos Estados Unidos, uma vacina deve ter pelo menos 50% de eficácia. A vacina americana Pfizer e alemã Biontech tem tudo para ser aprovada rapidamente.

Nessa terceira fase, que começou em julho, mais de 43.000 pessoas de todas as idades participaram do teste em seis países; cerca de três mil no Brasil. Metade tomou a vacina e a outra metade tomou apenas o placebo, uma injeção sem efeito. O estudo foi considerado concluído depois que 170 voluntários contrataram Covid-19; oito dos infectados haviam recebido a vacina eficaz, menos de 5%, e apenas um deles tinha doença grave.

Esses dados determinam a porcentagem de eficácia de 95%, 28 dias após a primeira dose. Em voluntários com mais de 65 anos de idade, a eficácia foi superior a 94%.

As empresas também afirmam que os efeitos colaterais relatados foram fadiga e dor de cabeça em uma pequena parcela dos participantes. Eles continuarão acompanhando os voluntários por dois anos.

A vacina usa uma nova técnica, chamada de RNA mensageiro, em duas doses. Algumas das informações genéticas do vírus são usadas para enviar uma espécie de mensagem ao nosso corpo. É como um código que ativa a produção de anticorpos no corpo.

O presidente da Biontech, Ugur Sahin, lembrou que a vacina foi feita em tempo recorde: “Tínhamos um vírus novo e não sabíamos de nada. Mesmo assim, conseguimos obter a vacina em dez meses”.

A conclusão da pesquisa ainda não foi revisada por outros cientistas. Nos próximos dias, as empresas planejam solicitar autorização para uso emergencial da vacina do FDA, órgão que regulamenta medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. Após a autorização, começa uma série de novos desafios: produzir e distribuir a vacina e imunizar a população.

A vacina Pfizer-Biontech tem uma característica que pode complicar o processo. Deve ser armazenado a uma temperatura de menos 75 graus, bem abaixo de um freezer comum. Embalagens criadas especialmente para transporte requerem gelo seco para manter a temperatura por 15 dias.

A empresa afirma ter capacidade para fabricar 50 milhões de doses em 2020 e até 1,3 bilhão em 2021. A Pfizer no Brasil anunciou que trabalhará em parceria com a Anvisa para fornecer todos os dados necessários para a avaliação dos registros no país, que fez um proposta ao governo brasileiro, em linha com os acordos firmados em outros países, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre de 2021. E que tem um plano logístico detalhado para apoiar o transporte eficiente, armazenamento e monitoramento contínuo do temperatura da vacina.

Em rede social, a Organização Mundial da Saúde comemorou os resultados da eficácia da vacina, principalmente em idosos. A OMS destacou que é importante continuar monitorando os resultados da fase três, para avaliar a eficácia e segurança em longo prazo e a duração da proteção, e lembrou que várias vacinas são necessárias para servir ao planeta.

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