Pfizer vai vacinar uma cidade inteira no Brasil para o estudo COVID-19

A Pfizer quer estudar a eficácia de sua própria vacina COVID-19, inoculando toda a cidade de Toledo, no Brasil.

Especificamente, os pesquisadores querem estudar o impacto da vacina na prevenção de casos sintomáticos, reinfecções, hospitalizações, mortes e COVID-19 a longo prazo.

A Pfizer trabalhará com as autoridades de saúde locais e hospitais para vacinar qualquer pessoa com mais de 12 anos e fazer o acompanhamento por até um ano.

No final de agosto, os Estados Unidos deram aprovação total da vacina COVID-19 da Pfizer. A fórmula, desenvolvida em conjunto com a BioNTech da Alemanha, é comercializada sob a marca Comirnaty.

A Pfizer disse que escolheu a cidade brasileira “com base em critérios específicos, que incluem geografia favorável, evidências epidemiológicas que mostram estabilidade no número de casos e variantes em circulação, infraestrutura física para administrar vacinas e capacidade do sistema de vigilância da cidade”.

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“Estamos felizes por fazer parte deste estudo observacional e por cooperar nisso”, disse o prefeito de Toledo, Beto Lunitti. “A melhor vacina é aquela que colocam no braço, e a cidade de Toledo está aberta à ciência”.

De acordo com o New York Times, a taxa de vacinação em Toledo é muito alta com 98% dos residentes elegíveis recebendo pelo menos uma dose da vacina COVID-19.

Enquanto isso, o número de mortos do COVID-19 no Brasil ultrapassou 600.000. O número médio diário de mortos no país oscilou em torno de 500 por um mês, uma queda acentuada de mais de 3.000 em abril.

Quase 45% da população está totalmente vacinada e uma vacina de reforço está sendo administrada aos idosos. Uma porcentagem maior de brasileiros está pelo menos parcialmente vacinada em comparação com americanos ou alemães, de acordo com Our World in Data, um site de pesquisa online.

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Gonzalo Vecina, professor de saúde pública da Universidade de São Paulo, disse à Associated Press em julho que a variante delta, mais contagiosa, causaria “uma nova explosão” de casos em poucas semanas.

Muitos no Brasil continuam a minimizar a gravidade da pandemia, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, cuja popularidade caiu em grande parte devido à resposta caótica de seu governo à pandemia. Mas ele não se desviou de suas posições, incluindo um firme apoio a medicamentos que se mostraram ineficazes contra o vírus, como a hidroxicloroquina.

Ele também continua criticando as restrições à atividade adotadas por prefeitos e governadores, dizendo que o Brasil precisava manter a economia em movimento para não causar maiores dificuldades aos pobres. Na semana passada, durante uma transmissão ao vivo no Facebook, ele mostrou uma série de artigos de jornal relatando a turbulência econômica na Europa e nos Estados Unidos no ano passado, na tentativa de provar que estava certo desde o início.

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A longa história do Brasil com campanhas de vacinação tem desempenhado um papel importante na desaceleração da disseminação do vírus, com ampla aceitação. Quase três quartos dos brasileiros receberam pelo menos uma dose até agora, apesar do Bolsonaro ter passado meses duvidando de sua eficácia e ainda não ter se vacinado. Até mesmo a maioria de seus seguidores arregaçou as mangas.

Associated Press contribuiu para este relatório. Esta história foi relatada de Los Angeles.

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