Portugal defende a participação das mulheres nos processos de desarmamento da ONU – Observador

A missão permanente de Portugal junto da Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu esta segunda-feira, na Assembleia Geral, em Nova Iorque, o participação das mulheres nos processos de desarmamento, pois é “fundamental” revitalizá-los.

Em reunião plenária da Comissão de Desarmamento e Segurança Internacional da Assembleia Geral da ONU (Primeira Comissão), o representante permanente de Portugal, Francisco Duarte Lopes, afirmou que “a participação plena e igualitária das mulheres em todos os processos de tomada de decisão em relação a desarmamento é essencial

“Continuar a incorporar as perspectivas de gênero será essencial revitalizar a máquina de desarmamento“, Sublinhou o representante português, que destacou o empenho de Portugal na defesa do multilateralismo e da cooperação internacional.

Por várias décadas, as Nações Unidas reconheceram o importância da participação igual de homens e mulheres para a manutenção da paz e segurança internacional, inclusive para os processos de desarmamento e redução da violência.

O site do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento escreve que “embora haja mandatos claros sobre a necessidade de incorporar as perspectivas de gênero nas atividades de desarmamento, eles ainda precisam ser traduzidos para a prática”.

Francisco Duarte Lopes disse que Portugal reclama a regulamentação, a nível internacional, do comércio de armas legais e da luta contra o tráfico ilegal de armas convencionais e munições, em particular de armas ligeiras e de pequeno calibre.

Na reunião desta segunda-feira, Portugal voltou a declarar os seus compromissos para com o multilateralismo e cooperação internacional para a “arquitetura de não proliferação e desarmamento”, em total apoio à Agenda de Desarmamento do Secretário-Geral das Nações Unidas, lançada por António Guterres em 2018, e à Organização para a Proibição de Armas Químicas.

O país quer “desempenhar um papel construtivo” para reconstruir um “Mundo livre de armas nucleares” e assegurar o “uso pacífico da energia nuclear”, afirmou o representante permanente de Portugal junto da ONU.

Francisco Duarte Lopes também defendeu o “Necessidade” de “desnuclearização completa, verificável e irreversível da península coreana ”, juntamente com a entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996.

O Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, assinado entre a ex-União Soviética e os Estados Unidos, terminou no ano passado, visto por Portugal como um “grande revés”.

Portugal considera ainda, segundo Francisco Duarte Lopes, que a prorrogação do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START) para além de 2021 “é agora muito mais urgente”.

You May Also Like

About the Author: Adriana Costa Esteves

"Estudioso incurável da TV. Solucionador profissional de problemas. Desbravador de bacon. Não foi possível digitar com luvas de boxe."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *