Questionado sobre Bolsonaro, o diretor da OMS enfatiza a gravidade do coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras entidades internacionais subordinadas às Nações Unidas, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lançaram na quarta-feira 25 um Plano Global de Resposta Humanitária contra os efeitos do coronavírus. Em uma teleconferência sobre o assunto, o correspondente do UOL Jamil Chad perguntou ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sobre declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro de que a doença seria semelhante a um “resfriado”.

Ghebreyesus se recusou a elaborar mais, mas comentou que em muitas nações agora há uma grande necessidade de atendimento de emergência devido à doença. “Em muitos países, o coronavírus é uma doença muito séria”, disse ele.

Na teleconferência, que também contou com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, as autoridades detalharam medidas para ajudar a combater o coronavírus nos países mais pobres e vulneráveis, pedindo apoio, incluindo apoio financeiro, para essas iniciativas. “A história nos julgará como responderemos às comunidades mais pobres nos momentos mais difíceis”, disse Ghebreyesus.

O diretor-geral da OMS lembrou novamente a seriedade do quadro atual do coronavírus. “Como você sabe, a pandemia se acelerou nas últimas duas semanas e, embora o coronavírus seja uma ameaça para todos, a coisa mais preocupante é o risco que o vírus representa para as pessoas já afetadas pela crise”, afirmou. Ghebreyesus também insistiu na importância de ter condições adequadas para os profissionais de saúde, dizendo que “eles são heróis, mas também são humanos” e estão em risco.

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