Renovando a Agricultura por meio de Parcerias Educacionais Estratégicas, por Rahma Oladosu

A essência do acordo é que instituições nigerianas como a TETFund podem enviar jovens estudantes ao Brasil para estudar como foi capaz de usar a agricultura para levar sua economia ao estágio em que está agora. O TETFund já está patrocinando cerca de 120 acadêmicos que estão realizando seus programas de mestrado e doutorado no Brasil com o único objetivo de estudar sua Política de Revolução Agrícola e seu impacto na economia nacional.

Antes da descoberta de petróleo bruto e gás em quantidades comerciais no país, a agricultura era a base da economia nigeriana. O setor foi uma tábua de salvação resiliente para as pessoas em termos de abastecimento de alimentos, emprego e geração de renda nacional. Isso foi possível graças a políticas voltadas para a região, aliadas às vantagens comparativas conferidas pelos diferentes produtos.

No entanto, o setor tem lutado para corresponder às expectativas desde a década de 1980, devido ao desleixo político, distração econômica e indiscrição por sucessivos governos nigerianos.

O “boom do petróleo” experimentado na Nigéria na década de 1970 anunciou uma era de declínio e declínio na produção agrícola e na contribuição geral do setor para a economia. O boom do petróleo mudou a percepção da Nigéria sobre o lugar e o papel da agricultura no desenvolvimento nacional.

Um setor agrícola forte, eficiente e produtivo tem a capacidade de permitir que um país alimente sua população crescente, exporte e ganhe divisas, crie empregos e forneça matérias-primas para as indústrias. O setor agrícola tem potencial para ser as plataformas industriais e econômicas das quais decolaria o rápido desenvolvimento de um país.

Através da agricultura, podem ser obtidos benefícios ambientais, como a gestão sustentável e a renovação dos recursos naturais, a preservação da biodiversidade, a conservação do solo, bem como a contribuição para o desenvolvimento e viabilidade das zonas rurais. No nível micro e macro, o setor agropecuário está estrategicamente posicionado para ter um alto efeito multiplicador na busca pelo desenvolvimento socioeconômico e industrial de qualquer nação.

Olhando para trás, a história da agricultura na Nigéria remonta aos tempos pré-coloniais. A agricultura de subsistência era predominantemente dominante às vésperas do domínio colonial britânico na Nigéria. Nesta empresa, a produção de alimentos era destaque e havia autossuficiência no abastecimento de alimentos. Com os vastos recursos agrícolas do país e grande extensão de terra arável, chuvas bem distribuídas e temperatura quente durante todo o ano, a agricultura desempenhou um papel progressivo ao servir como a principal fonte de subsistência para a população do país.

Como a maioria de nós sabe, a agricultura é amplamente dividida em quatro setores na Nigéria: produção agrícola, pesca, pecuária e silvicultura. A produção agrícola continua a ser o maior segmento, respondendo por cerca de 87,6 por cento da produção total do setor. A pecuária, pesca e silvicultura seguem com 8,1%, 3,2% e 1,1% respectivamente. A agricultura continua sendo o maior setor da Nigéria, contribuindo com uma média de 24% para o PIB do país ao longo de sete anos (2013 – 2019). Além disso, o setor emprega mais de 36 por cento da força de trabalho do país, um feito que torna o setor o maior empregador de mão de obra na Nigéria.

A Nigéria se beneficiará muito com essa colaboração, considerando a vantagem das semelhanças que os dois países têm em termos de clima, ecologia e tipos de cultivos, o que significa que o que crescer no Brasil também crescerá na Nigéria.

Nos últimos tempos, o setor tem enfrentado muitos desafios, especialmente a falta de acesso ao financiamento. Para mitigar isso, o governo federal forneceu várias facilidades por meio do Banco Central da Nigéria (CBN), como o Programa de Mutuários Âncora, que ajuda a fornecer financiamento adequado para pequenos agricultores. No entanto, isso é extremamente inadequado.

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Métodos agrícolas desatualizados, como o uso de enxadas e facões, reduzem a eficiência, pois esses métodos são caros e demorados. O fracasso da Nigéria em adotar sistemas mecanizados avançados reduziu a qualidade de seus produtos agrícolas. O conflito violento devido à desertificação e ao esgotamento da água na parte norte da Nigéria é um grande problema. Pastores nômades estão agora se mudando para a parte sul do país em busca de pastagem e água para seus animais e isso levou a confrontos com agricultores no sul, resultando em estados produtores de alimentos com produção reduzida. A escassez de recursos é outro grande desafio porque, nos últimos anos, a Nigéria vem enfrentando produtividades muito baixas por hectare devido à escassez no fornecimento de insumos, como mudas e fertilizantes, além de sistemas inadequados de irrigação e colheita, o que prejudica a produtividade e o desempenho. Tarifas E, finalmente, com uma população de aproximadamente 200 milhões de pessoas, a produtividade agrícola da Nigéria é insuficiente para atender às demandas alimentares de sua população crescente, aumentando assim a lacuna entre oferta e demanda na Nigéria.

Como parte dos esforços para reverter essa tendência e promover uma transformação no setor agrícola do país, o Governo Federal, por meio do Fundo Fiduciário do Ensino Superior (TETFund), firmou recentemente um acordo de parceria com o Brasil e o Fórum de Pesquisa Agropecuária na África (FARA ).

Este acordo foi selado em Primeira Bolsa de Investigação e Inovação Agrícola para África (ARIFA) simpósio, realizado na Universidade Federal de Viçosa, Brasil, com o tema “Estratégia de reconversão pedagógica para o sistema africano de pesquisa e inovação agropecuária: lições do Brasil”.

A essência do acordo é que instituições nigerianas como a TETFund podem enviar jovens estudantes ao Brasil para estudar como foi capaz de usar a agricultura para levar sua economia ao estágio em que está agora. O TETFund já está patrocinando cerca de 120 acadêmicos que estão realizando seus programas de mestrado e doutorado no Brasil com o único objetivo de estudar sua Política de Revolução Agrícola e seu impacto na economia nacional. Portanto, este último acordo capacitaria a TETFund a fazer mais disso.

A Nigéria se beneficiará muito com essa colaboração, considerando a vantagem das semelhanças que os dois países têm em termos de clima, ecologia e tipos de cultivos, o que significa que o que crescer no Brasil também crescerá na Nigéria.

Rahma Oladosu escreve do distrito de Wuye, Abuja.


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