São Paulo detecta acidente do satélite Elon Musk; relógio

Um satélite de projeto Starlink, do Elon almíscar, a atmosfera de Terra última sexta-feira (11). O evento pôde ser visto a olho nu no Brasil e foi filmado não só por astrônomos, mas também por residentes. Nas próximas semanas, outros satélites da marca também devem retornar ao planeta, mas desta vez, sem a possibilidade de serem vistos no país.

O equipamento detectado pelos brasileiros é o Starlink-32, que foi lançado ao espaço no ano passado com o auxílio do foguete. Falcon-9. De acordo com os dados orbitais do corpo celeste, o retorno da Terra já era esperado para ocorrer nesta data e neste local, sendo vista do Brasil ou sobre o Oceano Atlântico.

Não foi difícil identificar a chegada do satélite Terra, porque em eventos como este, o equipamento quebra e queima ao entrar no atmosfera de novo. Portanto, é relativamente fácil ver bolas de fogo juntas descendo calmamente pelo céu.

Além dos moradores, que ainda se referiram ao evento como a queda de um meteorito ou de umOVNI, Câmeras Exoss e a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) também registraram o momento (por volta das 23h) em que o Starlink-32 retornou ao nosso mundo.

Bramon publicou imagens de duas de suas estações instaladas em Nhandeara, So paulo, bem como as cadastradas pelo sócio Clima ao Vivo, em Monte Azul Paulista, também no estado de São Paulo. Com as filmagens, é possível calcular a trajetória do objeto, que provavelmente começou a queimar sobre o Centro-Oeste e Sudeste. Também pelo caminho que percorreu durante o outono, o Starlink pode ter deixado poucos destroços para São Paulo.

“Quando as câmeras começaram a gravar, o satélite já estava completamente fragmentado, passando por Paranaba, no Mato Grosso do Sul. Os fragmentos se moviam lentamente na direção sudeste. A gravação parou quando passaram pela cidade de Lins, em São Paulo. Temos mais câmeras para o Sul que não registraram os entulhos, então não deveriam ter ido muito longe ”, disse Marcelo Zurita, diretor técnico do Bramon.

Na estação Exoss, localizada em Novais (SP), o astrônomo coordenador do projeto, Marcelo De Cicco, declarou que “descartamos a princípio que pudesse ser um meteoro ou um blid. Logo identificamos que era um lixo espacial e divulgamos, para que as pessoas não se preocupem ”, enfatizou.

Vale ressaltar que, na semana passada, foi a vez de um residente dos Emirados Árabes Unidos registrar o mesmo evento, mas era relacionado ao Starlink-40.

Satélites Starlink

O projeto de Spacexpor Elon Musk tem um objetivo peculiar: construir um constelação gigante de pelo menos 12 mil satélites. É importante destacar que, para medir a dimensão deste projeto, é possível fazer uma comparação com as cerca de 9 mil estrelas visíveis hoje na Terra. A constelação permitiria um enorme sistema global de Internet, mais rápido e mais barato. Essa rede até começou a ser testada em alguns lugares do mundo. Estados Unidos mim Canadá.

Para isso, a Starlink já lançou 700 minissatélites órbita. No entanto, algumas dessas equipes tiveram problemas em seus primeiros testes, bem como no visto no Brasil na sexta-feira. Devido às deficiências no funcionamento desses objetos, alguns deles estão sendo “derrubados” e devolvidos à Terra.

Starlink, um projeto da SpaceX, quer uma grande rede de Internet via satélite. Créditos: Rafa Press / Shutterstock

Mas mesmo que a queda desses corpos celestes produza bolas de fogo no céu, os humanos podem ter certeza das chances de acidentes com a destruição desse equipamento. Por ser pequeno, pesando em torno de 230 kg, é uma estrutura frágil, com uma fina camada metálica que abriga instrumentos e painéis solares. Além disso, os 27.000 km / h de velocidade orbital provoca a queima de quase toda a sua estrutura.

Sobre o plano de Musk, astrônomos afirmam que ele pode atrapalhar vários estudos do espaço realizados em nosso planeta.

Fonte: Uol

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