Seleção brasileira de 2011 busca glória na Copa do Catar

Embora levantar troféus em nível juvenil não seja garantia de sucesso futuro, a seleção brasileira que venceu a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Colômbia 2011 tinha as qualidades individuais e coletivas com as quais muitos treinadores sonham.
“Se não é o melhor time sub-20 que o Brasil já teve, é um dos melhores”, disse Ney Franco, o homem que treinou aquele time de 19 e 20 anos, em conversa com o FIFA+. “Eles ganharam títulos sul-americanos e mundiais e esse time foi um trampolim para muitos dos melhores jogadores.”
Quatro desses campeões mundiais tentarão repetir o truque na Copa do Mundo da FIFA Qatar 2022 em três meses e adicionar mais um título mundial ao seu currículo: os laterais Danilo e Alex Sandro, o meio-campista Casemiro e o meia-atacante Philippe Coutinho. Levantar o troféu da Copa do Mundo coroaria suas impressionantes carreiras e confirmaria o quanto eles se desenvolveram nos últimos 11 anos. “Se você olhar para onde estão esses jogadores, a maioria deles está jogando em grandes clubes do Brasil e do mundo”, disse Franco.
Há outro nome famoso dessa geração que não pode passar despercebido: Neymar. O então craque do Santos fez parte do time que conquistou o título sul-americano, mas ficou de fora do Mundial Sub-20 para comandar a Seleção na Copa América daquele ano.
Para colocar tudo em perspectiva, existem alguns membros ilustres dessa geração histórica de jogadores brasileiros que se destacaram desde a Colômbia 2011, mas podem ficar de fora da equipe de Tite no Qatar 2022.
“Além desses quatro, há outro que é uma certeza para a Copa do Mundo. [Neymar]comentou Franco. “E se você der uma olhada nos torneios anteriores, Lucas Moura já jogou várias vezes na Seleção, e Oscar também jogou na Copa do Mundo. [Brazil 2014].”
A seleção da Colômbia 2011 também incluiu o zagueiro Juan Jesús, o meio-campista Allan, o lateral Gabriel Silva, o meia-atacante Alan Patrick e o atacante Willian José, que desde então tiveram excelentes carreiras nas principais ligas da Europa. Enquanto isso, de volta ao cenário nacional, o meia-atacante Dudu protagonizou as duas últimas vitórias do Palmeiras na Copa Libertadores.
O fato de tantos jogadores daquele time terem carreiras de sucesso levanta uma questão: Franco acreditava na época que eles acreditariam? Quando você percebeu quanto talento tinha à sua disposição?
“Depois da final sul-americana sub-20, quando vencemos o Uruguai por 6 a 0”, respondeu. “O que aqueles garotos fizeram naquele jogo, em campo pesado, contra um time desse, mostrou que tínhamos um grupo especial em nossas mãos.
E isso sem Dudu e Philippe Coutinho. Eles são todos jogadores muito conhecidos hoje, mas tivemos que trabalhar muito na época para juntar tudo. Treinamos durante todo o mês de dezembro e praticamente todo o mês de janeiro. Neymar já era uma estrela e outros estavam despontando, mas havia outros caras que estavam felizes de estar lá”.
Philippe Coutinho e Dudu acabaram substituindo Neymar e Lucas Moura, também convocados para a Copa América, o que fez com que a Seleção viajasse para a Colômbia com um ponta temível.
“Philippe era um tipo de jogador muito diferente de Neymar, mas já tinha experiência europeia. [with Inter Milan]disse Franco. “Ele estava voltando de lesão e procurando redescobrir sua melhor forma, mas era um jogador que conquistou o respeito dos defensores, o que foi muito importante”.
Apesar do time ser forte, as campanhas da Copa do Mundo nunca são fáceis, e a campanha do Brasil na Colômbia 2011 começou com um empate decepcionante contra o Egito. Recuperando rapidamente o equilíbrio, eles venceram a Áustria e o Panamá para liderar o grupo.
Nas quartas de final, uma forte equipe espanhola os esperava com jogadores como Isco, Koke, Rodrigo, Sergio Canales e Sergi Roberto. Acabou sendo emocionante, com os times empatados em 1 a 1 aos 90 minutos e 2 a 2 na prorrogação, o que significou uma disputa de pênaltis, com o Brasil vencendo por 4 a 2.
O Brasil não teve escolha a não ser perseguir a bola durante grande parte do primeiro tempo, e o equilíbrio do jogo só mudou quando Casemiro trouxe toda a sua versatilidade e talento para a mesa, as mesmas qualidades que exibiria no meio-campo do Real Madrid. Danilo e Alex Sandro também desempenharam papéis importantes na defesa daquele time, mostrando o potencial que levou os dois do Santos ao Porto, de onde Danilo passou para o Real Madrid e Manchester City antes de religar com seu antigo companheiro de equipe na Juventus.
No caso de Alex Sandro, porém, sua principal contribuição veio no sul-americano, com uma lesão prematura que encerrou sua participação no Mundial Sub-20 na partida inaugural no Brasil.
O quarteto tem grandes expectativas antes do Qatar 2022, que começa em 20 de novembro. Então, como Franco vê as chances de sucesso do Brasil no grande evento?
“Eles são definitivamente um dos cinco favoritos ao título, mas é uma daquelas Copas do Mundo em que você não pode ter certeza de quem chegará à final”, disse ele. “A grande diferença é que a Seleção vai com uma comissão técnica muito mais experiente, com pessoas que estiveram na última Copa do Mundo, com jogadores que já conhecem e que têm a autoridade que você precisa.
“Os preparativos são um pouco diferentes desta vez, talvez porque será no final do ano e por causa do ambiente lá. [Qatar]. É bom que não haja muito barulho desta vez e que a equipe não tenha essa marca de favoritos em brasa.”

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