Smart TVs superam computadores pessoais no Brasil

As smart TVs são o segundo dispositivo de acesso à internet mais popular no Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Centro de Informação e Coordenação Ponto BR (NIC.br), a pesquisa TIC Domicílios é realizada desde 2005 e tem como objetivo analisar a apropriação , uso, acesso e hábitos da população brasileira em relação às tecnologias de informação e comunicação.

Segundo o estudo, as smart TVs ultrapassaram os computadores pessoais em 2021. Depois dos smartphones, as TVs são o dispositivo mais utilizado para acessar a Internet: de 37% dos usuários em 2019 para 50% no ano passado. Esse aumento foi observado em quase todos os estratos demográficos analisados, principalmente entre aqueles com idade entre 35 e 44 anos (59%), usuários da Região Norte do Brasil (45%) e mulheres (51%). No total, 74 milhões de pessoas acessaram a Internet por meio de suas televisões, um aumento de 25 milhões de usuários em relação ao ano passado.

A pesquisa também revelou a prevalência do uso exclusivo de smartphones para acessar a Internet (64% dos usuários). Segundo a pesquisa, os smartphones são o principal dispositivo de acesso à Internet no Brasil desde 2015, e entre 2019 e 2021 houve um aumento de 6 pontos percentuais no uso exclusivo de telefones para se conectar.

O uso exclusivo de smartphones para acessar a web é maior entre os brasileiros que vivem em áreas rurais (83%), na Região Nordeste do país (75%), negros (65%), acima de 60 anos (80%) e segmentos mais pobres da população (89%). Entre os usuários de classe média baixa, o acesso à Internet exclusivamente por smartphones aumentou de 61% em 2019 para 67% em 2021, atingindo 51 milhões de pessoas.

“Apesar da demanda por conectividade criada pela pandemia, não houve uma grande incorporação de computadores nos lares brasileiros. Seu uso ocorre principalmente entre pessoas de classes mais altas e mais escolarizadas. Essas pessoas, aliás, tendem a usar a Internet de vários dispositivos e se conectar tanto pela rede móvel quanto por WiFi, o que facilita a realização de uma maior variedade de atividades na rede. Esse fator tem um impacto importante no desenvolvimento das habilidades digitais”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Quando se trata de e-commerce, 46% dos internautas no Brasil fizeram compras online em 2021, ante 39% em 2019. Em números absolutos, isso significa que 68 milhões de pessoas realizaram essa atividade em 2021, quase 16 milhões a mais. do que antes do início da pandemia. Os internautas residentes em regiões rurais também passaram a fazer compras online em proporções maiores (de 19% em 2019 para 27% em 2021).

As maiores diferenças no período em termos de hábitos de compra online observam-se entre os utilizadores dos 35 aos 44 anos (56%, mais 12 pontos percentuais) e os pertencentes à classe média baixa (49%, mais 13 pontos percentuais), embora esta atividade continua sendo realizada em maior proporção por usuários da elite brasileira (90%).

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