Tel Aviv comemora 200 anos do Brasil com festa de uma semana

JTA — Os brasileiros estão fazendo uma festa memorável em Israel nesta semana para comemorar os 200 anos de sua independência, bem como os fortes laços culturais entre os dois países.

O evento, chamado Casa Brasil, começou no domingo e segue até sexta-feira, com palestras, apresentações culturais, desfile de moda, festival gastronômico e muito mais. Será no Hangar 11, um grande espaço de eventos no porto de Tel Aviv, que atualmente é decorado em verde e amarelo, as cores da bandeira brasileira.

“Nossos dois povos fomentaram um relacionamento próximo em várias áreas, incluindo comércio, educação, política, cultura, defesa, agricultura e inovação”, disse o embaixador brasileiro em Israel, Gerson Menandro, à Agência Telegráfica Judaica em um evento de gala na quarta-feira. que contou com a presença de oficiais do governo e militares de vários países.

O diplomata brasileiro Oswaldo Aranha presidiu a Assembleia Geral das Nações Unidas que votou a favor da resolução que dividiu o Mandato Britânico da Palestina em dois estados, judeu e árabe. Aranha fez forte lobby pela partição e foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 1948 por seus esforços.

Para a historiadora carioca Silvia Lerner, que se mudou para Israel no ano passado, esse foi apenas um ponto de partida.

“Os israelenses amam tudo no Brasil, e nós brasileiros somos recebidos aqui de braços abertos”, disse Lerner, filha de sobreviventes do Holocausto que fugiram de Berlim para o Rio no final dos anos 1930.

A comemoração conta com apresentações musicais de bossa nova e samba em uma ode ao Brasil, 7 de setembro de 2022 (Tomer Raz)

Ao longo das décadas, os israelenses continuaram a abraçar os brasileiros e a cultura brasileira: na década de 1950, Bror Hayil, um kibutz perto de Sderot, começou a receber uma onda de imigrantes brasileiros; passou a ser conhecido como kibutz brasileiro.

A música brasileira tornou-se extremamente popular entre os israelenses no final dos anos 1960, especialmente quando os cantores locais começaram a traduzir letras do português para o hebraico. Em 1978, a música “Eretz Tropit Yafa” (“País Tropical” em português), gravada pelos icônicos cantores israelenses Matti Caspi, Yehudit Ravitz e outros, tomou o estado judeu de assalto.

“Israelenses e brasileiros são calorosos, informais e comunicativos”, disse à JTA a diretora do Centro Cultural Brasileiro, Raquel Yehezkel. “Isso aproxima nossas culturas.”

A Sinfônica de Jerusalém apresenta na quinta-feira um programa com temática brasileira e na sexta-feira apresenta uma performance de dança de capoeira. A efusiva comemoração do bicentenário foi manchete na mídia israelense, chamando a atenção dos estimados 15.000 brasileiros que vivem em Israel hoje.

Em abril passado, a embaixada brasileira realizou um primeiro evento aberto em Raanana, a cidade de luxo que abriga a maior concentração de brasileiros em Israel, com cerca de 300 famílias. Em 2021, Rio e Raanana tornaram-se oficialmente cidades irmãs.

“Isso aproxima os imigrantes de suas raízes, mantém o Brasil como parte de suas vidas”, disse Gladis Berezowsky, presidente da Olim do Brasil, uma organização sem fins lucrativos que atua como a voz oficial dos imigrantes brasileiros em Israel. “Só podemos encorajar esse vínculo.”

A psicóloga Rita Cohen Wolf, nascida no Rio, mora em Israel desde 1994 e administra um serviço de notícias em português. Ela também é uma das fundadoras do Kehila Yalla Chaverim, um grupo de voluntários para apoiar os brasileiros em Ra’anana e região, incluindo conselhos sobre como lidar com os desafios da imigração.

Em 2021, cerca de 550 brasileiros fizeram aliá ou imigraram para Israel, segundo a Agência Judaica. Em 2022, o número voltou ao nível médio pré-COVID de cerca de 650 por ano.

“Quando uma planta é transplantada, ela sofre ao se ajustar ao novo solo, condições climáticas e muito mais”, disse Wolf. “O mesmo acontece com a imigração e a avalanche de novidades: língua, comida, costumes. O contato com outros imigrantes torna a adaptação ao novo solo mais acolhedora e tranquila”.

O implacável espírito criativo de Israel

Tenho orgulho de cobrir as artes e a cultura israelenses para o The Times of Israel. Minha batida mostra “o outro lado” da vida aqui, com artistas inspiradores de todos os tipos: músicos, pintores e escritores, chefs e enólogos, cineastas e roteiristas.

O espírito criativo dos israelenses de alguma forma prospera apesar de todos os obstáculos que esta pequena nação enfrentou. Tenho o privilégio de compartilhar essas histórias fascinantes com os leitores e ouvintes do ToI, aumentando sua conscientização sobre a notavelmente vibrante comunidade artística israelense.

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